Suspeita de fraude em programa habitacional do PT gera revolta entre famílias de baixa renda

O programa Minha Casa, Minha Vida, que sempre foi usado como peça de propaganda petista em suas campanhas, tem sofrido problemas severos desde o ano passado, em especial após o período em que Dilma sabia que sofreria o impeachment.

O programa em questão funciona assim: as famílias de baixa renda fazem uma inscrição na Secretaria da Habitação em suas respectivas cidades. De acordo com diversos critérios, tais como renda, quantidade de filhos, idade, etc., estas famílias entram em uma fila de espera, e muitas chegam a esperar quatro, cinco anos para finalmente ter acesso a casa própria.

Nada disso, no entanto, é de graça. O que o programa prevê é a venda das habitações em parcelas menores, feitas para que pessoas com pouco dinheiro consigam pagar o imóvel em longos prazos. Contudo, parece que tem ocorrido fraudes frequentes em diversas cidades. No Parque Paranoá, cidade satélite de Brasília, não foi diferente.

Muita gente está tendo uma surpresa: a fechadura foi trocada porque, antes mesmo da assinatura do contrato com a Caixa, o imóvel já estava invadido por outras pessoas e, mesmo assim, o banco entregou as chaves.

Defensores públicos que atuam na área falam em cerca de 220 unidades ocupadas irregularmente. Na Justiça do Distrito Federal há pelo menos 50 processos de beneficiários do Minha Casa Minha Vida pedindo a expulsão dos invasores para que possam entrar pela primeira vez em suas habitações, informa o site BuzzFeed, que aliás é um site de extrema-esquerda.

Poucos dias antes de ser afastada de seu cargo, em maio do ano passado, Dilma Rousseff sancionou mudanças no programa que foram consideradas “suspeitas”, muitos até levantaram a hipótese de que ela estivesse querendo estragar o programa intencionalmente a fim de que o governo Temer arcasse com as consequências. O problema, no caso, é que não é Temer quem vai pagar essa conta, mas os brasileiros, em especial estas famílias que foram prejudicadas.

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