Thaisa, jogadora de vôlei brasileira que vive na Turquia, faz relato sobre a violência no Brasil: “Não é bomba, mas é furto, é sequestro”

Na virada do ano, na Turquia, ocorreu um atentado terrorista em Istambul. A jogadora de vôlei brasileira, Thaisa, joga pelo time turco Eczacibasi Vitra, e ela estaria em uma festa que foi alvo dos atentados.

Mesmo assim, Thaisa não se intimida e não mudou sua rotina desde então. Quando o assunto é violência, a atleta conta que se sentia mais acuada vivendo em São Paulo.

“Só saía no meu carro blindado porque tinha receio de ser assaltada a qualquer hora do dia. No Brasil se vive um terror diário e a cada minuto, aqui não tem nada disso. Ando tranquilamente com tudo: bolsa, celular. Obviamente que os atentados causados por fanáticos preocupam e nos deixam tristes, mas são eventos esporádicos e pontuais. No Brasil não é bomba, mas é furto, sequestro”, disse a jogadora.

É a pura verdade. A violência urbana no Brasil é responsável por muito mais mortes e outros tipos de violência do que a guerra na Síria ou mesmo se somarmos todos os atentados terroristas ocorridos nos últimos anos na Europa. Em um ano morre 20 vezes mais gente aqui do que no atentado contra o World Trade Center, em 2001, considerado o pior da história.

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