Juiza que reclama de rotulagens políticas já escreveu texto contra “direita raivosa”

Uma das alegações da juíza Valdete Souto contra o JornaLivre foi o uso da rotulagem extrema-esquerda para classificá-la. Mas os prints mostraram que a rotulagem se aplicava, diante do apoio a vários movimentos da esquerda mais extrema.

Vale lembrar um momento no qual ela disse isso ao Sul21: “O MBL é um movimento organizado com objetivos específicos, dentre os quais auxiliar a promover o completo desmanche do arremedo de Estado social que duramente conquistamos no país. Então, faz parte disso atacar quem trabalha com os direitos sociais. Falar em “ideias de extrema esquerda” é risível. Aliás, essa insistência em rotular as pessoas que se opõem ao senso comum do capital como “petistas” ou “de esquerda” geralmente revela apenas um modo de tentar desqualificar o discurso.”

Quer dizer, segundo ela, classificar o oponente como partidário é uma forma de “tentar desqualificar o discurso”.

Porém, Valdete escreveu um texto para o site Justificando, com o seguinte título: “Trump, terceirização e outros trunfos da direita raivosa”.

Contra a terceirização, ela escreve, em ato de militância: “Haverá resistência. Não cairemos calados. Hoje, amanhã e sempre seguiremos honrando os passos que a humanidade já caminhou em direção à civilidade, à construção de uma sociedade que seja minimamente boa para todas as pessoas. A terceirização é um mal que precisa ser enfrentado, banido das relações de trabalho, e não incentivado ou regulamentado. A educação e a saúde devem ser prioridades absolutas, pois do contrário o que nos espera é o caos. Nenhum direito a menos. Esse é o lema dos mais diferentes grupos de resistência que estão se formando e se fortalecendo, e que precisam unir suas forças, a despeito de pontuais divergências, para fazer frente a esse ataque sistemático ao Estado Social. Nenhum direito a menos. Nosso trunfo é nossa união. Nossa resistência. Nossa fala e nossos atos. Não é hora de calar. É hora de resistir para avançar.”

Hhmmmm….

É discurso de militância de extrema-esquerda. Ou seja, isso tem cheiro de “parte interessada” nos processos, não?

Ademais, como fica o discurso de que não se deve rotular opositores?

Veja o print:

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Foto da matéria: Maia Rubim/Sul21

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Um comentário sobre “Juiza que reclama de rotulagens políticas já escreveu texto contra “direita raivosa”

  1. Se ela precisou responder e rebater a acusação de ser de extrema esquerda é porque pegou e havia motivos claros para que ela fosse rotulada desta forma.
    Como sempre o Luciano Ayan pontuou: Rotular de “extrema esquerda” é dever dos direitistas sensatos que se propõem a desqualificar as narrativas da dos adversários.
    Não podemos fugir da guerra política.

    Outra rotulagem que vai colar, e vi pela primeira vez num grupo de WhatsApp, é tratar a bancada dos direitos “dos manos” na câmara (composta de petistas, PCdoBistas e PSoListas) de bancada do crime.

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