Kim Kataguiri conta, em entrevista, o segredo do sucesso do MBL. Adivinha qual é?

O coordenador do MBL Kim Kataguiri já foi eleito um dos 30 jovens do mundo pela revista Time, aos 18 anos. Aos 20, é praticamente um símbolo do movimento.

Em entrevista ao Boletim da Liberdade, Kim comentou sobre os principais méritos do grupo no ano passado: “Sobre os principais méritos do movimento em 2016, creio que tenha sido o fortalecimento na luta por um país mais livre, justo e próspero. Com a queda de Dilma Rousseff, demos início a debates sobre reformas estruturantes de que o Brasil sempre precisou, mas que nenhum político tinha coragem de discutir. Exemplo disso são as recentes matérias sobre as reformas trabalhista, previdenciária, tributária e a aprovação da PEC do teto — que ainda que propusesse algo óbvio, que o governo deve gastar menos que arrecada, gerou discussão por causa da resistência da esquerda perdulária. Além disso, fomos a iniciativa liberal mais bem sucedida nas eleições de 2016, com dez vereadores — sendo três deles em capitais –, dois secretários e o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan”.

Mas qual a razão para tanto sucesso? Kim comenta:

“O MBL surgiu porque o liberalismo era difundido de uma forma chata. Percebemos que o movimento liberal se resumia a palestras sobre coisas como taxa de juros, inflação e swap cambial, explicadas com uma linguagem técnica e entediante e frequentada por pessoas de gravata borboleta. É claro que não é possível fazer com que 200 milhões de brasileiros sentem debaixo de um ar condicionado para ficar ouvindo palestras sobre Economia. A comunicação, então, é o nosso principal foco desde o início. O conteúdo já é muito bem produzido por diversos institutos liberais brasileiros, nossa questão é a forma. Produzimos conteúdo liberal engajante e fácil de se assimilar. Não basta a pessoa entender, ela tem de gostar e sentir vontade de participar do que está sendo difundido. Além disso, aproveitamos a decadência da imprensa tradicional para noticiar os principais acontecimentos políticos a partir da nossa perspectiva. Hoje, nossa página no Facebook alcança em média 12 milhões por dia, mais do que o dobro do alcance das páginas da Folha, da Globo e do Estadão somadas.”

E esta parece ser a resposta para boa parte da direita, independentemente se falamos da direita liberal ou conservadora: alinhar sua linguagem para se comunicar com o povo.

Leia o restante da entrevista aqui.

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