Com vergonha, Odebrecht pode mudar de nome, mas esforço deve ser em vão

A Folha de São Paulo menciona que a Odebrecht está avaliando mudar de nome.

“A Odebrecht, que passa pela mais grave crise em 72 anos, tem dois ou três planos para tentar superar essa fase, que inclui a troca do nome do grupo, a redução dos negócios em até 60% e a disseminação da ideia de que errou ao subornar políticos, mas mantém a excelência técnica”, diz a Folha.

“Segundo um executivo que participou do processo [de adotar o nome Odebrecht para todas as empresas do grupo], foi uma ‘decisão imperial’ porque havia vários especialistas contra a unificação, justamente pela má reputação que a empreiteira tinha por causa do envolvimento em sucessivos escândalos, como os que ocorreram no governo de Fernando Collor, em 1992, na manipulação do Orçamento federal, em 1993, e as suspeitas de que o então presidente Fernando Henrique Cardoso beneficiara o grupo em 1998. O próprio FHC fala em seu livro de memórias que o grupo ‘tem um nome tão ruim”, mas elogia Emílio Odebrecht, presidente do grupo quando o texto foi escrito, em 1995.”

A ideia, ao que parece, é tentar esconder do público que a empresa esteve envolvida num projeto de destruição nacional com base na corrupção. Mas na era da comunicação digital, pode ser difícil para o povo esquecer a responsabilidade da empresa. Enfim, é um ponto de não retorno: a Odebrecht financiou não apenas um esquema de corrupção, mas um projeto totalitário que visava nos deixar vivendo todos como escravos, tal como ocorre na Venezuela (em estágio inicial) e em Cuba (em estágio avançado).

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