Sindicato de servidores públicos de SC delira e diz que corte de privilégios é ataque ao povo

O prefeito recém eleito de Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB), tem encontrado dificuldade para sanar o caos financeira em que foi deixada a Prefeitura. Seus maiores obstáculos apareceram quando ele anunciou medidas de austeridade como o corte de secretarias e cargos comissionados. Em esperneio para não perder regalias do funcionalismo público, o Sintrasem (Sindicato dos trabalhadores do serviço público) decidiu pedir apoio da população em carta aberta.

Em clara tentativa de enganação, trataram o ataque aos privilégios do Servidor Público como um ataque ao Serviço Público; e um ataque às regalias da casta de funcionários públicos, como um ataque ao povo. Mas é difícil que a tática funcione. Mesmo com salários muito acima da média da iniciativa privada, os serviços públicos no Brasil são de péssima qualidade. Pagamos impostos de Dinamarca e recebemos serviços de… Brasil.

Na Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF), apesar de privilégios incompreensíveis como pagamento de hora extra de 200%, quando na iniciativa privada se paga 50%; gratificações generalizadas que dobram salários e a tão sonhada estabilidade, os servidores vivem reclamando. Prova disso é que todos os anos são realizadas longas greves, em que a população mais carente é quem mais sofre.

A principal narrativa diz que os salários estão muito baixos. O detalhe é que, mesmo sendo repetida incansavelmente, a mentira já foi desmoronada principalmente quando este site publicou a tabela de supersalários da PMF que vazou no Whatsapp. A tabela trazia absurdos, como um operador de estacionamento recebendo 18 mil, um motorista 16 mil, uma telefonista 10 mil e um técnico de cadastro ganhar 15 mil. Ou seja, não é notícia que se esqueça facilmente. E isso foi apenas uma página… imaginem se fosse divulgada a lista toda.

É claro que não são todos os servidores que ganham esses valores estratosféricos, mas a grande maioria ganha muito mais do que os cargos correspondentes na iniciativa privada. No ano passado, enquanto o Brasil enfrentava a maior crise de sua história, população sofrendo com desemprego, comércio fechando as portas, indústria falindo, o Sintrasem vivia emitindo as narrativas típicas pró-PT, incluindo palavras de ordem como “Fora Temer!” e “Não à Pec 241 (55)”, além de apoiar deliberadamente as invasões de escolas.

Defensores da irresponsabilidade fiscal e da gastança desenfreada, acabaram sofrendo as consequências da própria inconsequência. Falida, a PMF não pagou os salários de dezembro. Isso leva à situação em que a prefeitura sabe que ou se cortam excessos hoje, ou não haverá dinheiro para pagar salários amanhã.

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2 comentários sobre “Sindicato de servidores públicos de SC delira e diz que corte de privilégios é ataque ao povo

  1. O Jornalivre precisa melhorar suas fontes e ser mais específico e não falar em generalizações. Os servidores públicos têm regalias sim, principalmente aqueles com nível médio. Já no nível superior, o salário inicial é ligeiramente abaixo da iniciativa privada. Engenheiros recebem em torno de R$20 a R$25/hora em prefeituras enquanto que um pedreiro autônomo consegue R$20/hora. Como isso?. E o nível superior nas três esferas do executivo, no Município é o que mais mal paga, onde o Estado é o segundo e a União tem salários polpudos que chegam a R$45/hora. Se vivemos no Município porque o nível superior é mais mal pago ali? A estabilidade também é um problema que pode ser resolvido com uma avaliação quadrianual como num concurso, não atualizou, saiu. E os impostos na Dinamarca são em torno de 49% enquanto no Brasil é de 34% (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_países_por_carga_tributária).

  2. Perfeito Fabrício! Sou professora Municipal e sei bem o quanto estudei…trabalhei. .investi na minha formação e muitas vezes sei dinheiro do meu próprio bolso para realizar um trabalho melhor e diferenciado diante dos meus alunos. E bem um jornal despreparado …desinformado menosprezar servidores? Jornal livre ou vendido para o governo em questão?

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