Matéria da Carta Capital diz que “aprisionamento fortalece facções”. É para deixar solto, então?

por Baltazar Soares

Não dá para saber ao certo, mas aparentemente a Carta Capital quer que parem de prender criminosos. Ao menos é isso que ela sugere em uma matéria cujo título diz exatamente isso.

“O modelo de organização do sistema prisional brasileiro, cuja população carcerária cresceu 575% em duas décadas e meia, segundo dados oficiais do Ministério da Justiça, e a política de segurança pública nacional produzem efeitos colaterais que ajudam a compreender a rebelião que deixou ao menos 56 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj)”, diz o primeiro parágrafo.

Errado. Muito errado. É óbvio que nosso sistema carcerário e, em especial, a nossa segurança pública, têm problemas seríssimos. É evidente que há falhas nesse sistema. Contudo, o que causou mesmo a rebelião e as consequentes mortes foi uma guerra de gangues, uma batalha entre duas perigosas facções do crime organizado. Facções que, aliás, possuem relação com as FARC, um grupo de guerrilheiros com conexões escancaradas com a extrema-esquerda brasileira, em especial ao PT e o Foro de São Paulo.

O texto ainda aborda outras questões, como a legalização das drogas, alegando que isso diminuiria a população carcerária. Uma piada, é óbvio. A esmagadora maioria dos prisioneiros e membros dessas facções é composta de assassinos, torturadores e assaltantes, não apenas de traficantes de droga. A propósito, poucos são os traficantes que não cometeram outros crimes mais graves.

Obviamente a Carta tem lá os seus interesses, mas é curioso que já estejam em um nível no qual expressem esses interesses de forma tão clara.

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Um comentário sobre “Matéria da Carta Capital diz que “aprisionamento fortalece facções”. É para deixar solto, então?

  1. Tudo que gera lucro é explorado comercialmente. Enquanto houver viciado disposto a pagar pela droga existirá o tráfico.
    Possíveis medidas para amenizar a situação está em um controle maior sobre as matérias primas utilizadas no refino da cocaína, a acetona por exemplo é derivada do petróleo e pode ser alterada quimicamente; alterar geneticamente a estrutura da papoula de forma que seja atenuada seus efeitos tóxicos; pena de morte para produtores e transportadores da pasta.

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