Par de Dilma, Cristina Kirchner é indiciada: formação de quadrilha e administração fraudulenta

Nesta terça-feira (27) a Justiça Argentina indiciou a ex-presidente Cristina Kirchner por formação de quadrilha e administração fraudulenta por supostas irregularidades na concessão de obras públicas durante seu mandato. Assim como Dilma Rousseff, Cristina era líder de um projeto bolivariano, e por isso dependia do saqueamento estatal para tentar construir uma ditadura, como na Venezuela, local onde infelizmente o projeto teve seu sucesso pleno, para infortúnio do povo.

O juiz Julián Ercolini já investigava Cristina desde outubro. Ele analisa um suposto esquema de “benefícios exclusivos” a favor do grupo Austral, do empresário Lázaro Báez – pessoa próxima ao falecido ex-presidente Néstor Kirchner e atualmente detido por outro caso de suspeita de lavagem de dinheiro -, em detrimento dos cofres públicos.

Ercolini também ordenou o bloqueio de 10 bilhões de pesos (R$ 209 milhões) de Cristina e o processamento, entre outros, de Báez, do ex-ministro de Planejamento Federal Julio de Vido e do ex-secretário de Obras Públicas José López. É a primeira vez que a ex-presidente é processada por corrupção. Mas Cristina também já é investigada por supostas irregularidades na venda de dólar futuro por parte do Banco Central durante seu governo.

Em uma sentença de quase 800 páginas, o juiz ordenou o indiciamento de Cristina como “coautora penalmente responsável pelo crime de formação de quadrilha e de administração fraudulenta, agravada por ter sido cometida em prejuízo dos cofres públicos”.

Atuando entre atuado entre 8 de maio de 2003 e 9 de dezembro de 2015. Cristina esteve “destinada a cometer crimes para se apoderar ilegitimamente e de forma deliberada dos recursos alocados às obras públicas viárias, em princípio, na província de Santa Cruz”. Ercolini também lembra que ela “teria prejudicado os interesses ao violar seu dever de administrar e cuidar fielmente os bens do Estado que estavam sob sua responsabilidade”.

Como acontece com todos os bolivarianos, eles negam tudo. Cristina, tal como Lula, se diz vítima de “uma manobra formidável de perseguição política e midiática” iniciada pelo atual governo.

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