Malafaia é alvo de nova fase da Operação Lava Jato por fraude em cobrança de royalties

Para aqueles que sentiram falta, hoje (16/12), acabou de ser deflagrada mais uma fase da operação Lava Jato e dessa vez o alvo é Silas Malafaia. O pastor acabou de receber um mandado de condução coercitiva no âmbito da Operação Timóteo, a atua fase da operação. Além de malafaia, o diretor do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), Marco Antonio Valadares Moreira, e a mulher dele foram presos pela PF.

A operação Timóteo atinge 11 Estados (BA, DF, GO, MT, MG, PA, PR, RJ, RS, SC, SE e TO) e Distrito Federal. As buscas e apreensões feitas pela PF acontecem em 52 diferentes endereços relacionados com uma organização criminosa investigada por conta de um esquema de corrupção envolvendo cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da já polêmica Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais tem como destino os municípios).

Segundo indícios, Malafaia teria recebido valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. A Policia Federal acredita que o líder religioso pode ter usado contas correntes de uma igreja sob sua influência visando ocultar a origem ilícita do dinheiro. A assessoria de imprensa do pastor foi procurada, mas, oficialmente, não sabia de nada (impressionante como essa afirmação é recorrente quando envolve corrupção e afins).

A Operação Timóteo não é recente. Teve seu início em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União enviou à PF uma sindicância que evidenciava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM.

O nome da operação não poderia ser mais perfeito. É uma citação do livro Timóteo, integrante da Bíblia Cristã: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição”

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