Vitória da justiça: Paloci continuará preso

Foi julgado nesta quarta-feira, 14, o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa do petista Antônio Palocci Filho, pela 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4). Em respeito ao povo brasileiro, decidiu-se manter o ex-ministro em regime de prisão preventiva. Palocci está preso desde 26 de setembro.

Os advogados de defesa do ex-ministro corrupto tentaram argumentar que ‘não há razoabilidade na acusação de que Palocci teria tentado destruir provas, que os depósitos no exterior apontados na investigação ainda não foram rastreados, que os fatos se referem a 2010. Segundo a defesa, Palocci não é o ‘Italiano’ já famoso por aparecer nas planilhas da Construtora Odebrecht.

Em seu voto, o Relator da Lava Jato na Corte, João Pedro Gebran Neto, apontou que o Grupo Odebrecht teria se ‘servido do prestígio e posição política de Palocci para a obtenção de benefícios ilícitos, sendo os de maior destaque aqueles relacionados à contratação de 28 sondas de perfuração marítima para exploração de petróleo na área do pré-sal’.

Na mesma explicação, foi evidenciada a existência de uma planilha na empreiteira denominada ‘Posição Programa Especial Italiano’, na qual estariam registrados pagamentos aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, das campanhas presidenciais de Lula e Dilma. Além disso, foi salientada a existência de depósitos regulares em contas no exterior.

“Antônio Palocci é figura proeminente de sua agremiação política, tendo inclusive ocupado ministérios, como o da Casa Civil, além de ter sido membro do Conselho de Administração da Petrobrás e deputado federal e um dos mais destacados articuladores do governo”, avaliou Gebran.

“Para preservar a ordem pública, em um quadro de corrupção sistêmica e de reiteração delitiva, justifica-se a prisão preventiva”, concluiu o desembargador.

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