“Tropa de rábulas tenta irritar Sérgio Moro”, diz Augusto Nunes sobre os advogados de Lula

O colunista Augusto Nunes, da Veja, colocou os advogados de Lula em seus devidos lugares – isso apesar de o próprio Moro já tê-lo feito há dias. Para Nunes, é evidente que a defesa de Lula está querendo causar transtornos e desestabilizar o juiz, uma manobra política para quem não tem mais nenhum tipo de argumento jurídico.

Veja a análise dele:

“Por falta de álibis e excesso de delinquências, a tropa de advogados encarregada de livrar Lula da cadeia agora recorre à tática da insolência para tumultuar audiências presididas por Sérgio Moro. Sem argumentos para defender um recordista em pilantragem, os bacharéis atacam o magistrado. Não argumentam, nem ponderam; provocam, debocham e mentem. O sonho dos rábulas é a prisão por desacato à autoridade, que seria apresentada como prova da alma truculenta do condutor da Lava Jato. O Brasil decente espera que Moro reabasteça o estoque de paciência, não caia na armadilha e espere o troco que inevitavelmente virá. Lula é réu em outros tribunais. A esperteza acabará reprisada diante de algum juiz federal que revidará o desaforo com a merecidíssima punição. Algumas horas de gaiola bastam para transformar o mais arrogante data vênia num cavalheiro exemplar.

Nesta segunda-feira, a ópera dos atrevidos recomeçou em Curitiba, durante a oitiva de Marilza da Silva Marques, engenheira responsável pelo atendimento a compradores de imóveis da OAS, que escoltou Marisa Letícia e seu filho Fábio Luís numa visita ao triplex do Guarujá. Na porta do edifício Solaris, mãe e filho foram recepcionados por Léo Pinheiro e Paulo Gordilho, executivos da construtora. A certa altura, o representante do Ministério Público Federal perguntou a Marilza como havia sido tratada pelos anfitriões a ex-primeira-dama: “como uma possível compradora do imóvel ou como uma pessoa para quem esse imóvel já havia sido destinado”? Argumentando que a opinião da depoente não tinha importância legal, os advogados interromperam a pergunta três vezes. E mais interrupções viriam se Moro não ordenasse a retomada do depoimento.”

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