Nem a Marinha escapou: Odebrecht delata propina para projeto de submarino nuclear

Em seu acordo de colaboração com a justiça, a Odebrecht vai dar detalhes sobre pagamento de propina relacionado ao Programa de Desenvolvimento de Submarino (Prosub), da Marinha do Brasil.

O projeto de submarinos nucleares, orçado inicialmente em 6,7 bilhões de euros (cerca de R$ 23 bilhões, segundo cotação atual), saiu do papel após parceria com a França. O programa foi entregue a um consórcio formado pelo construtor naval francês DCNS, cujo principal acionista é o governo da França, e a Odebrecht, escolhida sem licitação.

Dois pagamentos feitos no exterior e que não poderiam aparecer na contabilidade oficial da Odebrecht foram citados nas tratativas com a Procuradoria-Geral da República. Um deles foi feito ao empresário José Amaro Pinto Ramos, e o outro ao almirante e ex-presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro da Silva, feito por meio de uma offshore.

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