O cerco se fecha: Janot pede condenação de Renan e perda de função

Brindando a primeira denúncia contra o senador cangaceiro Renan Calheiros na Operação Lava Jato, o procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal a condenação do presidente do Congresso, com a perda do cargo.

Ontem (12/12), o procurador-geral esteve ocupado: denunciou Renan e ainda, para fechar com chave de ouro, também o deputado Aníbal Gomes (PMDB/CE) – antigo aliado do senador – e o empresário Paulo Twiaschor, que, para quem não se lembra, foi aquele acusado de repassar propina de R$ 800 mil ao presidente do Congresso.

Além das penas previstas pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Janot requereu a condenação de Renan e de Aníbal por ‘danos morais causados por suas condutas, nos termos do artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, fixando-se um valor mínimo equivalente ao montante cobrado a título de propina no caso’.

E o montante em questão não é nada modesto. O valor é da ordem de R$ 800 mil a título de danos materiais e mais R$ 800 mil para ‘os danos transindividuais’ – que, segundo o procurador, os ‘prejuízos decorrentes da corrupção são difusos, lesões à ordem econômica, à administração da justiça e à administração pública, inclusive à respeitabilidade do parlamento perante a sociedade brasileira, sendo dificilmente quantificados’.

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