Citada na delação da OAS, Marina celebra por não ter sido mencionada nos vazamentos da Odebrecht

Porta-voz da REDE e pré-candidata a presidência da República em 2018, a ex-ministra Marina Silva reafirmou seu compromisso com a ética ao tratar da recente onda de delações da Odebrecht, que envolvem vários políticos das cúpulas do PT, PSDB, PMDB, PCdoB, PSB e PSD. Para a candidata, a única saída é romper com a velha política.

Marina até o momento não aparece nas delações da Odebrecht. No entanto, ela foi citada por Leo Pinheiro como beneficiária de caixa-dois em sua campanha de 2010. Quem relatou o caso foi o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna em O Globo.

Relembre aqui:

Na negociação da delação premiada de Léo Pinheiro, há uma revelação destinada a fazer muito barulho. Atinge duas figuras que têm suas imagens ligadas umbilicalmente às questões da ética e da sustentabilidade — uma, na política; a outra, no meio empresarial.

O ex-presidente da OAS se comprometeu com os procuradores a falar do caixa dois que, segundo ele, irrigou a campanha de Marina Silva à Presidência em 2010.

O pedido a Pinheiro foi feito por Guilherme Leal, um dos donos da Natura, candidato a vice-presidente de Marina naquela eleição.

Alfredo Sirkis, ainda de acordo com a delação do ex-presidente da OAS, acompanhava Leal quando a negociação foi fechada.

Oficialmente, ou seja, no caixa um, o TSE não tem registro de qualquer doação da empresa baiana para a campanha de Marina.

Léo Pinheiro também afirma em sua delação que passou recursos para o caixa dois das campanhas de Eduardo Paes. Executivos da Odebrecht também negociam afirmar isso em delação.

Marina Silva e Paes negam que suas campanhas tenham recebido qualquer recurso ilícito.

A delação de Léo Pinheiro foi suspensa após um vazamento envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, considerada indevida pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Janot suspendeu as negociações com Leo Pinheiro, e se comprometeu a triturar todos os papeis contendo as declarações do empreiteiro (que até onde se sabe, nada tinha a ver com os vazamentos). A delação de Leo Pinheiro é a mesma que trata do tríplex do ex-presidente Lula no Condomínio Solaris, no Guarujá.

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Um comentário sobre “Citada na delação da OAS, Marina celebra por não ter sido mencionada nos vazamentos da Odebrecht

  1. Resposta de Alfredo Sirkis sobre o assunto.

    14/06/16
    Esclarecimento
    Estou afastado de qualquer atividade politico-partidária desde 2014 quando decidi não mais me candidatar. Agora sou surpreendido com uma polemica relativa campanha de 2010. Sobre os fatos levantados inicialmente pelo site 274 e agora pela Folha já fiz esse esclarecimento:

    “Em relação à notícia inicialmente veiculada no site 247 (reconhecidamente ligado ao PT) e publicada no jornal O Globo deste domingo (12/6), que destaca uma delação que ainda não foi realizada, cabem os seguintes esclarecimentos:

    – Houve a reunião, em São Paulo, na campanha de 2010, com o então candidato a vice-presidente Guilherme Leal da qual participei. Foi a partir de iniciativa do Sr Leo Pinheiro, que tinha interesse em conhecer as idéias da campanha presidencial de Marina Silva, pelo PV. A reunião foi curta e consistiu principalmente de perguntas do Sr. Leo Pinheiro sobre nossas posições em relação à economia brasileira e questões ambientais.

    – Em 2010, a OAS realizou duas doações de R$ 200 mil ao Comitê Financeiro Único Eleitoral do Rio de Janeiro, conforme está formalmente registrado nas prestações de contas, analisadas e aprovadas pelo TSE;

    – As doações foram formalmente realizadas na conta do Comitê Financeiro Único da Campanha do PV no Rio de Janeiro (e não na conta nacional da campanha presidencial de Marina Silva) e serviram para apoiar a campanha no estado do Rio de Janeiro, as de governador, deputados federais e estaduais, que funcionaram naquela eleição com uma logística unificada (material, pesquisas, radio e TV).

    – Não cabe a insinuação de que a “campanha de Marina” teria recebido quaisquer doações ilegais. A Campanha de Marina tinha contas específicas, independentes do PV, as quais, assim como a do Comitê Financeiro Único – RJ, foram todas aprovadas pela justiça eleitoral.”

    PS Evidentemente assumo total responsabilidade política por essa doação legal dos idos de 2010.

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