Gleisi recebeu R$ 4 milhões da Odebrecht atendendo a pedido de Dilma Rousseff

Marcelo Odebrecht revelou para a força-tarefa da Operação Lava Jato que fez um pagamento de R$ 4 milhões para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Detalhe: o pagamento atendeu um pedido feito pessoalmente pela presidente cassada Dilma Rousseff. As informações foram obtidas pela revista IstoÉ.

Gleisi havia pedido ajuda para Dilma para pagar dívidas de sua campanha ao governo do Paraná. Derrotada na disputa (Gleisi obteve apenas , apenas 14,87% dos votos), a petista ficou atrás do senador Roberto Requião (PMDB) e do governador Beto Richa (PSDB). Sem poder contar com o PT, Gleisi recorreu diretamente a Dilma Rousseff. Dilma pediu a Marcelo Odebrecht que ajudasse sua ex-ministra. O dinheiro saiu da Diretoria de Operações Estruturadas da Odebrecht, o setor de propinas da empreiteira.

Está lá na revista:

O enredo foi confirmado à ISTOÉ por pessoas ligadas ao PT e Dilma. O primeiro passo da presidente foi procurar o intermediador da negociação: o tesoureiro de campanha, Edinho Silva (PT), hoje prefeito eleito de Araraquara (SP), e homem forte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seio da campanha presidencial. Na conversa com Edinho, Dilma explicou a situação de Gleisi e disse que não haveria outra saída senão procurar a Odebrecht. E que caberia a ele a tarefa. Edinho cumpriu as ordens da chefe sem titubear, como era de costume.

Negócio fechado

Dias depois de ter relatado a história aos executivos da empreiteira, a mando de Dilma, Edinho recebeu a visita de Fernando Migliaccio Silva. Ali, tudo ficou resolvido. A aparição de Fernando era sempre sinônimo de repasse de dinheiro graúdo. Ele era um dos executivos responsáveis por comandar o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, alcunha pomposa para denominar o metodicamente organizado departamento de distribuição de propina da empreiteira, responsável por irrigar as arcas de ao menos 300 políticos brasileiros. Com autorização da chefia, leia-se Marcelo Odebrecht, Fernando Migliaccio entrou em contato com a turma de Gleisi e do publicitário de sua campanha, a fim de agendar uma reunião.

O encontro foi marcado no escritório da Odebrecht em São Paulo. O publicitário Oliveiros não quis ir pessoalmente ao compromisso. Preferiu enviar em seu lugar um dos seus sócios Bruno Martins Gonçalves Ferreira. Mas Bruno não iria só. Antes de comparecer à sede da empresa, foi orientado pelo marqueteiro a ir buscar no aeroporto de Congonhas (SP) Leones Dall’Agnol, que fora chefe de gabinete de Gleisi Hoffmann na Casa Civil e também serviu, na mesma função, o marido dela, o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo. Ao entrar no carro de Bruno, da Sotaque Brasil Propaganda, Leones orientou o motorista a tocar para o escritório da Odebrecht. Ao chegar lá, os dois selaram o acerto com Fernando Migliaccio, qual seja, o repasse de R$ 4 milhões não declarados para a campanha de Gleisi. São esses os pormenores que Marcelo Odebrecht se comprometeu a revelar no complemento de sua delação.

A revelação da revista torna ainda mais sustentável a posição de Gleisi Hoffmann, que já é réu no âmbito da Operação Lava Jato e da Operação Custo Brasil, junto com seu marido e também ex-ministro Paulo Bernardo. Gleisi já foi condenada a devolver R$ 2 milhões aos cofres públicos, em decisão tomada pelo ministro Teori Zavascki. A senadora que se diz inocente ainda não devolveu os valores. Se perder o mandato por cassação, Gleisi pode até ser presa pela Polícia Federal.

A matéria pode ser lida na íntegra aqui.

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5 comentários sobre “Gleisi recebeu R$ 4 milhões da Odebrecht atendendo a pedido de Dilma Rousseff

  1. O que falar desta corja? Este Pais está acabado.. para os politicos tudo.., para o povo, nada. Toubam tudo arrecadado… esculhambação; falta de conscuencia e agora querem fechar com chave de outo prejudicando os contribuintes. Só eles estão certos.. todos os delatores são nentirosos, porém estão ricos… bsndo de ladrões , principalmente depois do governo Pt

  2. Pra mim, deveria ter pena de morte para todos esses policiais malfeitores.
    Nunca vir uma republica aonde os políticos trabalham cada um por se, e não cada um por nós. Está totalmente bagunçada está constituição.

    O Brasil deve ser “destruido” e reconstruído!

    Ainda te ama Brasil.

  3. Não sou preconceituoso, mas a meu ver a senhora Carmem Lúcia, não tem condições de se manter na presidência do STF. Primeiro por aceitar o descumprimento de uma liminar pelo senhor Renan Calheiros; a qual não se discute, cumpre-se. Nessa ocasião, se Ela tivesse o mínimo respeito pelo seu colega, que concedeu a liminar, teria determinado a prisão de Renan e não inventar um jeitinho pra o manter na presidência do senado. Agora tá aí mais essas denúncias da Odebrecht, será que vai tomar uma atitude ou vai dar outro jeitinho? Ou renunciar por falta de coragem? O povo brasileiro não reconhece mais o STF. Infelizmente!

  4. Jornal livre? Ainda vou ver vcs tudo sendo processados…nada concreto. “ISTO É”, “fontes internas do PT”. Tão evasivos e ridículos que não são capazes de perceber que a parcela que usa mais dois neurônios é bem maior que vcs pensam. Esses seus sites criados para difundir “informações” são patéticos e amadores como o patrão de vcs (os mesmos de sempre que sempre usurparam país e que não viam a hora de botar a mão no bolo e querer pegar pra si, PSDB ) Claro que “notícias” como esta são mais relevantes que “policial civil assassinado por abrir a boca sobre determinados “políticos”, “helicóptero recheado de cocaina”…claro o “servisinho” midiatico e leviano que VCS fazem podem convencer meia dúzia ou ser compartilhado por algumas dezenas. Porém a MIM e para uma grande parte da população VCS “jornal livre” são muito fracos e insignificantes.

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