Entidades petistas estão “chateadas” com aprovação de texto da reforma do Ensino Médio

Entidades ligadas ao PT e à “educação” fizeram duras criticas a aprovação do texto-base da Medida Provisória (MP) 746, que reformula o ensino médio no País que, como já foi amplamente divulgado, já passou da hora de ser adaptado à realidade em que vivemos. A preocupação das entidades financiadas pelo PT é que a MP não é a melhor ferramenta para discutir o assunto e que teria faltado mais diálogo sobre as propostas, mesmo tendo elas ficado para debate desde 2013, no próprio governo petista.

Fernanda Sobral, socióloga da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), disse ao Jornal da Ciência, publicação da entidade, (ou seja, não é exatamente um exemplo de imparcialidade) que é “preocupante” que as disciplinas de Filosofia e Sociologia não sejam mais obrigatórias e disse que elas “dão noção de humanismo”. Segundo a socióloga de extrema-esquerda, a MP inviabiliza um “amplo debate sobre o assunto”, ainda que, vale reforçar, a reforma já fosse defendida pelo governo anterior, por intermédio de projetos de lei.

Em paralelo, a Conferência Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) informou em nota que “reformas na educação são complexas e exigem muito debate e construção, sendo, portanto, inadmissível que se faça uma reforma educacional via medida provisória, um instrumento que tem como marca a pressa, o imediatismo e a falta de abertura ao diálogo”.

Em tom de ameaça, Carina Vitral da UNE, outra instituição financiada por partidos de extrema-esquerda, lembrou que hoje há pelo menos 200 escolas ocupadas no País em diversos Estados e diz que os estudantes devem participar de atos pelo País na próxima terça, 13.

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