Após enxurrada de e-mails e reclamações nas redes sociais, Maia desiste de votar projeto de petista que torna Uber ilegal

 O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, desistiu de colocar em pauta a urgência para votação o projeto do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) que torna ilegal a prestação de serviços de motoristas particulares por aplicativos, incluindo o Uber. O presidente da Câmara afirmou que isso poderia “gerar mais atrito da Casa com parte da sociedade”.

A proposta de Zarattini confedere exclusividade aos taxistas para a prestação de serviços de transporte individual de passageiros em todo o país. Até o momento foram apresentados dois requerimentos para que o projeto seja votado em caráter de urgência. Os autores dos pedidos são os deputados João Daniel (PT-SE) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Zarattini havia até alterado o texto do projeto para aprovar a urgência com mais facilidade, mas isso acabou não surtindo efeito diante da enorme pressão feita contra a Câmara dos Deputados tanto nos e-mails e telefones quanto nas redes sociais. Ao sinalizar o temor diante da reação da sociedade, Maia pode ter adiantado um desfecho contrário ao desejo do petista que é tido na Câmara como inimigo número 1 do Uber: é provável que os parlamentares giam o entendimento de que não há ilegalidade na prestação desses serviços, já que este tem se mostrado o desejo da maioria da sociedade.

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