FHC será testemunha de defesa em ação de Lula na Operação Lava Jato

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está entre as testemunhas de defesa do também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo que o petista é réu no âmbito da Operação Lava Jato. A ação corre na Justiça Federal do Paraná.

FHC deve depor por videoconferência no dia 9 de fevereiro, atendendo a pedido da defesa de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula e um dos réus no processo. Okamoto é acusado de ser o responsável pelo transporte do acervo presidencial do petista após sua saída de Brasília. O custo do transporte foi pago pela empreiteira OAS. Para o Ministério Público Federal, o dinheiro veio de propina.  A defesa de Okamoto nega qualquer irregularidade.

Além do ex-presidente tucano, também são testemunhas o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, os ex-ministros petistas Jaques Wagner, Gilberto Carvalho e Ricardo Berzoini, e o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli, entre outros.

A escolha de Fernando Henrique como testemunha do petista é estratégica, e pretende reforçar a tese de que não houve crime, já que o tucano também teria pedido doações para manter o acervo de seu instituto. A defesa de Lula repete a defesa de Eduardo Cunha: preso desde o dia 19 de Outubro, o ex-presidente da Câmara também chamou um ex-presidente para ser sua testemunha de defesa, no caso, o ex-presidente Lula. Em seu primeiro depoimento, Lula já afirmou que desconhecia qualquer caso de corrupção envolvendo Eduardo Cunha na Petrobras, e que as nomeações feitas pelo peemedebista foram normais e justas, já que o deputado considerado golpista pelo PT era aliado de Dilma Rousseff.

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