Sem legitimidade após tantos escândalos, Renan deve ter o mesmo fim de Eduardo Cunha

A decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Melo de afastar Renan Calheiros da presidência do Senado Federal representa um dos últimos momentos do que pode ser o fim da trajetória política de Renan Calheiros. Se a tendência se confirmar, o senador deverá ter o mesmo destino do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Ocorre que Renan Calheiros há muito vinha sendo alvo do repúdio popular, mas era poupado tanto pela lentidão e inoperância da Justiça (em especial, do próprio STF), além de possuir bom trânsito entre os bastidores políticos. Agora a influência de Renan parece corroída: na semana passada, o senador perdeu uma votação arranjada para aprovar a versão distorcida do pacote das Dez Medidas. Isso já serviu de alerta para o que poderia vir adiante, uma vez que Renan nunca coloca um projeto em pauta sem estar devidamente certo de que será vitorioso.

A pressão da sociedade foi definitiva para a derrota de Renan na quinta-feira, enfrentando um inédito motim de senadores. Já era sinal de que Renan havia perdido sem poder. Em seus embates com o judiciário, acabou comprando uma briga inédita com o Supremo. E agora terminou afastado. Apesar de controversa, a decisão de Marco Aurélio é trágica para o senador. O fato de ter sido removido faltando menos de dois meses para o fim de seu mandato indica um desgaste sem precedentes, promovido principalmente pelas manifestações nas ruas e nas redes. É provável até que Renan caia no Conselho de Ética do Senado, o que pode ser fatal em um momento como este.

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