As manifestações contra Renan foram decisivas para seu afastamento

O que parecia impossível aconteceu, que foi o afastamento de Renan Calheiros da Presidência do Senado após as manifestações de domingo. Antes disso, o Senador já havia sido derrotado de maneira humilhante em uma manobra para votar o pacote distorcido das Dez Medidas em caráter de urgência.

O que há de comum entre esses eventos é que todos foram danosos para o presidente do Senado, e grandes indicativos de que seu poder político está ameaçado. Mais importante que isso é destacar que isso só aconteceu por conta da mobilização da sociedade nas redes e nas ruas.

Apesar dos protestos de domingo terem sido menores do que os atos pelo impeachment de Dilma Rousseff, se destaca o fato de que nunca antes a história esteve tão atenta aos movimentos do poder: seja no Congresso, no Executivo ou no Judiciário, há sempre milhões de brasileiros atentos fiscalizando, algo inédito na história do país. Foi esse o maior fator contra Renan.

Diferente de outras ocasiões, houve agora a consolidação dos movimentos democráticos no cenário político. Não há mais aquela situação de anos atrás, quando Renan ameaçou o Congresso e foi poupado por seus pares por meio de uma votação secreta que culminou com sua absolvição no plenário. Agora a cidadania tomou conta das ruas, o que talvez tenha motivado até a mudança de postura por parte do STF, que decidiu julgar um caso antigo de Renan.

É evidente que o fato de ter um vice petista torna as coisas mais complexas, mas não há que se temer o fim da estabilidade política desde que a sociedade mantenha a mobilização. Caso isso ocorra, dificilmente Jorge Viana terá meios de operar. É que seus pares já mostraram em mais de uma ocasião que tem mais medo das ruas do que de quem eventualmente ocupa a presidência da casa.

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