Esquema criminoso do governador Pimentel no Ministério do Desenvolvimento movimentou R$ 57 milhões

O esquema criminoso de Fernando Pimentel (PT) movimentou cerca de R$ 57 milhões no período em que o atual governador de Minas Gerais foi ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Os dados estão na delação premiada do empresário Benedito Rodrigues Neto, o Bene. Ainda de acordo com Bené, quase metade das propinas (R$ 28 milhões) foi paga pelas empresas Odebrecht (R$ 15 milhões), Caoa (R$ 10 milhões) e OAS (R$ 3 milhões).

Para Eugênio Pacelli, advogado do petista, as denúncias de Bené são “difamações produzidas para tentar evitar a sua prisão”. “Você não acha uma fantasia absurda esses valores?”, afirmou o advogado.

O governador Pimentel é investigado na operação Acrônimo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro durante sua gestão no Ministério do Desenvolvimento Econômico. De acordo com a delação de Bené, o petista teria transformado a pasta em um balcão de negócios durante sua gestão. A primeira-dama Carolina Pimentel também está enrolada com a Justiça na Operação Acrônimo. Além disso, o casal é suspeito de envolvimento no esquema criminoso da Operação Lava Jato.

As denúncias contra Pimentel possuem desdobramentos internacionais. Graças às investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, o Congresso do Uruguai abriu uma CPI que deverá investigar as denúncias de que o petista teria cobrado propina em contratos da OAS com a uruguaia GLNS. Segundo o deputado uruguaio Paulo Abdalla, do Partido Nacional, o prejuízo causado pela operação aos cofres públicos do país foi de U$ 65 milhões.

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