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Desistência do golpe da anistia foi vitória dos movimentos democráticos

Ontem à tarde os presidentes da República, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados anunciaram que não haverá qualquer anistia ao caixa dois. De acordo com o presidente da Câmara Rodrigo Maia, caso seja apresentada alguma emenda ao projeto das Dez Medidas, a decisão será por votação nominal – e não por meio de encaminhamento de bancada, como foi feito durante a manobra de sexta-feira.

A decisão veio após uma estrondosa reação das redes sociais, sobretudo por conta dos movimentos democráticos que emplacaram a campanha #AnistiaaoCaixaDoisNão. A hashtag chegou a ocupar os trending toppics do Twitter mundial, sendo um dos assuntos mais comentados na internet em todo o mundo.

Essa pressão foi decisiva para a mudança nas decisões. Até então, havia um sincronismo de praticamente todos os partidos da casa no sentido de aprovar um golpe contra o relatório do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). A anistia já parecia certa, já que os líderes dos principais partidos haviam se articulado sob a mão de Rodrigo Maia e José Guimarães (PT-CE) por uma emenda de anistia. Os políticos estavam tão articulados no golpe que chegaram até a vaiar o relator Onyx quando ele tentou defender seu parecer na tribuna da Câmara.

Após a revolta das redes sociais, o número de whatsapp de Rodrigo Maia começou a circular pela internet, motivando uma enxurrada de mensagens contra o golpe. O anúncio de atos no dia 04 de Dezembro e as incessantes ligações nos gabinetes fizeram com que o presidente adiasse a decisão na sexta. Na ocasião, Rodrigo Maia chegou a desafiar os jornalistas e críticos afirmando que “a Câmara tinha legitimidade para aprovar o texto que quisesse”.

Não foi o que aconteceu. Apesar da firmeza, Maia teve que recuar junto com um dos articuladores do golpe, o presidente do Senado Renan Calheiros. Durante o programa Roda Viva, exibido na segunda-feira passada, Onyx Lorenzoni havia denunciado que Calheiros operava nos bastidores contra as Dez Medidas. Não fosse a mobilização dos movimentos democráticos, os golpistas Maia e Calheiros seriam vitoriosos contra o combate a corrupção.

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