E se Michel Temer tivesse extinguido o Ministério da Cultura?

por Baltazar Soares

A queda do ministro Geddel Vieira ocorrida há pouco mostra que o governo está realmente abalado. Ele, aliás, é o sexto ministro a sair desde que Michel Temer assumiu, em maio. O caso só vem a integrar a sucessão de tropeços e burradas do presidente, e curiosamente quem derrubou Geddel foi justamente alguém que nem deveria estar lá: o Ministro da Cultura.

Quando Temer assumiu, ele anunciou a eliminação da pasta do Ministério da Cultura, o que gerou revolta em muitos colegas chegados à Lei Rouanet. A extrema-esquerda o pressionou e, pouco tempo depois, ele cedeu, voltou atrás e nomeou Marcelo Calero para a pasta. Muitos o criticaram pela postura frouxa e pela falta de atenção ao que realmente importava.

Quem diria que justamente o maior escândalo de todos envolvendo o presidente viria do Ministério da Cultura!

Calero tem apenas 34 anos de idade, isso é menos do que o próprio Temer tem de política, mas foi esperto o suficiente para fazer o que nem toda a oposição unida conseguiu abalar a confiança no governo. O caso Geddel nem foi dos mais graves, mas foi dos mais notórios graças a atuação de Marcelo Calero e da capacidade que ele teve de transformar um fato cotidiano no meio político brasileiro – o tráfico de influência – em notícia.

A partir de hoje, graças a Temer, que não excluiu a pasta, e graças a Calero, que deixou a pasta, essas imoralidades comuns do sistema político não passarão mais em branco.

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3 comentários sobre “E se Michel Temer tivesse extinguido o Ministério da Cultura?

  1. Li essa publicação e abateu-me profunda tristeza. Então a culpa agora é de quem denunciou os crimes praticados pelo colega C clara participação do presidente? Basta uma breve leitura dos artigos do código penal q tratam da administração pública para verificar que houve um infringencia a pelo menos três deles. Como esperar que o país mude? Só falta o autor defender a espúria anistia ao caixa 2. Vergonha!!!

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