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Descontrolado, Jader Barbalho compara apoio às Dez Medidas com popularidade de Hitler

A chamada parece sensacionalista, mas foi exatamente como aconteceu:  O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) comparou o apoio popular ao pacote das dez medidas contra a corrupção propostos pelo Ministério Público Federal à popularidade dos ditadores Adolf Hitler e Benito Mussolini. O discurso alucinado foi feito ontem durante debate no Senado.

“Eu respeito a opinião pública, mas o Hitler tinha o apoio da opinião pública na Alemanha; o Mussolini tinha o apoio da opinião pública na Itália”, declarou Jader. O senador disse ainda que apesar dos vários movimentos faráveis à proposta que se manifestam na internet, é o Congresso que deve decidir o que fazer.

A fala de Jader é absurda sobre vários pontos de vista, já que o senador diminui não só os crimes do nazismo e fascismo, como também o sofrimento das vítimas de perseguição política e do Holocausto. Os judeus não eram corruptos acuados pela Justiça, mas sim uma minoria perseguida por uma ideologia totalitária. O senador também desrespeitou a cidadania, já que chama os cidadãos que apoiam o combate à corrupção com aqueles que abraçaram ideias totalitárias no século passado.

Vale lembrar que Jader é personagem histórico da corrupção brasileira. Já esteve envolvido em diversos escândalos, além de ter tomado parte em esquemas de corrupção como o esquema do Bampará e SUDAM/SUDENE (que envolve o ranário Touro Forte, de propriedade de sua mulher Márcia Centeno). Mais recentemente, Jader voltou ao noticiário por conta da suspeita de envolvimento no Petrolão, esquema criminoso capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores na Petrobras e demais estatais.

Em 2010, Jader foi reeleito para o Senado Federal e por pouco não foi impedido de assumir. Enrolado pela Ficha Limpa por ter renunciado ao mandato em meio às investigações do caso que apurava desvios no Banpará, só foi assumir o mandato 28 de Dezembro de 2011 após o STF decidir que a Lei da Filha Limpa não valia para a eleição de 2010. Quem assumiu durante a vacância foi Marinor Brito, segunda colocada nas eleições daquele ano. Ela havia ficado em quarto lugar, atrás de Paulo Rocha (PT). Paulo não havia assumido a vaga pelo mesmo motivo de Jader: ele renunciou ao mandato para não ser cassado no escândalo do Mensalão.

 

Um comentário sobre “Descontrolado, Jader Barbalho compara apoio às Dez Medidas com popularidade de Hitler

  1. “Ela havia ficado em quarto lugar, atrás de Paulo Rocha (PT)… ” não deveria ter sido em terceiro? Afinal se ela ficou em quarto, então mais alguém ficou em terceiro e é o terceiro lugar quem assume na falta do primeiro e segundo, o quarto só na falta destes e do terceiro.

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