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Defesa de Lula repete estratégia usada por advogada de homicida do Caso Eloá

Desde ontem se comenta sobre a estratégia de desqualificação do trabalho da Justiça que foi adotada pela defesa do ex-presidente Lula nos processos em que o petista é réu no âmbito da Operação Lava Jato. Ciente de que não há como evitar a condenação de seu cliente,  os advogados passaram a tumultuar o juiz Sérgio Moro de nazista, enquanto desqualificam seus conhecimentos jurídicos. O advogado José Roberto Batochio chegou a se referir a Curitiba como “região agrícola de nosso país”, na tentativa de rotular os integrantes da força-tarefa como caipiras que não conhecem o direito.

A estratégia grosseira e truculenta é adotada quando se esgotam os argumentos jurídicos. E não é nova. Curiosamente, foi empregada em um dos casos mais rumorosos da Justiça brasileira: o julgamento do sequestrador Lindbergh Alves, assassino da jovem Eloá Pimentel.

A defesa do assassino ficou por conta de Ana Lúcia Assad, uma jovem advogada que partiu para o vale-tudo a partir do momento em que assumiu o caso. Lindbergh havia assassinado Eloá praticamente em frente as câmeras, após tê-la mantida em cárcere privado por mais de cem horas (o maior caso de cárcere privado já registrado no país). De imediato, a advogada passou para a desqualificação do trabalho da Justiça. Em uma das audiências, ameaçou deixar o fórum caso seus pedidos não fossem atendidos. De maneira grosseira, ela afirmou que a testemunha da acusação Nayara Rodrigues havia mentido sobre as ações de Lindbergh, e perguntou “se aquele choro era orientação de seu advogado”. O momento mais controverso, no entanto, foi quando Ana Lúcia Assad evocou o direito “constitucional” de ouvir uma testemunha novamente. “Esse princípio não existe ou não tem esse nome”, retrucou a juíza Milena Dias. “Então a senhora precisa voltar a estudar”, disse a advogada. Na ocasião, a promotora Daniela Hashimoto advertiu Ana Lúcia de que ela poderia ser presa por desacato caso insistisse nas ofensas.

Assim como Ana Lúcia, Cristiano Zanin e José Roberto Batochio não dispõe de grandes álibis para livrar seu cliente das acusações. Quando Ana Lúcia tentou sugerir que outra pessoa havia disparado a arma que feriu Nayara e tirou a vida de Eloá, acabou humilhada pela defesa e pelo júri, que afirmaram ser impossível a presença de um quarto elemento dentro do apartamento cercado pela Polícia Militar. Da mesma forma, os advogados de Lula tentam afirmar que o Tríplex não pertence ao ex-presidente, mesmo diante das fartas provas materiais (inclusive a tentativa de Marisa de vender o imóvel). Por terem conseguido irritar Moro, é provável que a defesa persista nessa estratégia afim de reforçar a narrativa política do Partido dos Trabalhadores. No caso Eloá, o assassino Lindbergh acabou condenado a 98 anos e 10 meses de reclusão. Nos casos que envolvem Lula, se esperam ao menos 30 anos, motivo pela qual o PT condenou as prisões de Antonio Palocci, Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral – além de militarem contra a prisão antes da condenação em segunda instância.

10 comentários sobre “Defesa de Lula repete estratégia usada por advogada de homicida do Caso Eloá

  1. Muito boa a matéria, mas lamentável o erro de Língua Portuguesa no trecho: “… estratégia afim de reforçar…” . O correto é “a fim”, que significa “com finalidade de”, e não “afim”, cujo significado é “afinidade”.

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  2. Jornaleco ridículo. Associar uma advogada em audiência do Tribunal do Juri, defendendo um homicida com o processo de Lula. É o mesmo que comparar o céu com a batata frita.

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  3. O engraçado é um advogado que nasceu em Dois Córregos e passou a infância em Avaré, ambas cidades agrícolas do interior de São Paulo vir falar que Curitiba é a região agrícola de nosso país. Se esqueceu das origens o Batochio.

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  4. Para o Brasil mudar de verdade deveria, também, haver uma mudança nas leis que regem o Judiciário. Há flagrante abuso, desrespeito e falta de urbanidade entre juízes, advogados, promotores, desembargadores e Ministros das diversas instâncias. Assim como os direitos abusivos dos políticos deveriam ser extintos, os do Judiciário. Nenuma alusão ao Juíz Sérgio Moro, que pelo contrário, mostra firmeza mas educação acima de tudo.

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