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A falsa indignação da extrema-esquerda

Por Eric Balbinus – Publicado originalmente no blog O Reacionário.

Dia desses vimos uma jovem adolescente fazer um discurso emocionado contra a PEC 241 e contra a reforma do ensino médio, repetindo chavões sabidamente equivocados. Ela era vítima? Não. Pouco depois soubemos que a mocinha que acusou os parlamentares da Assembleia Legislativa do Paraná por um crime praticado por um estudante drogado que participava das invasões era filha de um militante petista. Também vimos este ano coisas bizarras como um apresentador obeso atacando o governo por supostamente se preocupar com a educação física, vimos comunistas vociferando em favor da democracia e muita gente indignada com o governo Michel Temer e com as supostas tentativas de obstruir a Lava Jato. Gente que chamou a Lava Jato de aventura golpista daquele juiz supostamente treinado pela CIA.

Daí alguns observam esses fatos grotescos com indiferença. Chamam o autor da mensagem de burro e dão as costas.

Alto lá.

Para ilustrar melhor, vamos observar o caso do comediante norte-americano Bill Maher. Segundo o Huffington Post, ele havia atacado a decisão do FBI de reabrir o caso dos e-mails da candidata criminosa Hillary Clinton.

“Eu sei que este é um programa de humor, e vou tentar mantê-lo nesse nível”, disse o comediante visivelmente irritado durante seu monólogo de abertura. “Mas não é engraçado.”

“Há um golpe de direita de movimento”, acrescentou. “Mídia, faça o seu trabalho! Relate sobre isso!”

Retórica velha e familiar.

Bill Maher fala em golpe ao se referir ao trabalho da Justiça. E o faz porque sua candidata é uma criminosa sociopata. De acordo com a lógica da extrema-esquerda, guerra é paz e justiça é golpe. Nós já temos certa experiência neste contexto, sabemos quem está tentando aplicar um golpe. E isso fica evidente pela segunda frase, quando Maher conclama a mídia a fazer o seu trabalho.

Vejamos: a mídia americana é majoritariamente identificada com os democratas, e está em peso apoiando Hillary Clinton. Os veículos ali não atuam apenas dentro do que é previsto na legislação, eles também trabalham no submundo do crime. O Wikileaks mostrou que Hillary recebeu as perguntas do debate na CNN graças ao trabalho sujo de Donna Brazile, analista da emissora e presidente interina da Convenção Nacional Democrata. O único debate vencido por Hillary foi justamente aquele em que ela havia recebido as perguntas antes. A CNN tentou censurar os e-mails do wikileaks, chegando ao ponto de dizer aos americanos que possuir aquele conteúdo era ilegal por não ter sido obtido de maneira legal (a mesma regra não valeu para os áudios de Donald Trump). A saída para estancar a sangria foi a demissão de Donna Brazile. Mas Bill acha que a mídia deveria “reportar isso”.

A atuação de Bill Maher e do próprio Huffington (que noticiou o suposto recado e indignação como se fosse algo espontâneo) constituem práticas recorrentes na extrema-esquerda.

O Luciano Ayan costuma atacar com muita veemência os que praticam essa falsa indignação. Quem gosta de futebol deve se lembrar do Domingos (ex-Santos, ex-Portuguesa, ex-Guarani). Corria o ano de 2009 quando o Santos e Palmeiras disputavam o segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista. Para garantir a vitória, o técnico Valter Mancini fez uma movimentação completamente desonesta para prejudicar o rival: colocou em campo Domingos, um dos maiores pilantras do futebol.

O resultado pode ser visto neste vídeo. Teve até o goleiro Fábio Costa pregando civilidade.

É isso que a extrema-esquerda pretende fazer com a falsa indignação. Não se trata de teatro pelo teatro, ou burrice, como querem alguns membros da direita desavisados. Eles são sociopatas, estão para a política assim como Domingos e Mancini estão para o futebol. Eles estão simulando de maneira descarada. Se conseguirem enganar, garantem a vitória. Se perderem, irão se apresentar como vítimas do sistema. Sabe o Domingos? Conhecido por sua truculência, chegou a declarar em diversos momentos que “queriam que ele deixasse o futebol”. Provavelmente ele não saberia citar nominalmente quem eram essas forças, mas a questão não era essa. A questão era garantir o sucesso do golpe. É por isso que Fátima Bezerra, Ana Julia, Gleisi, Bill e tantos outros pilantras se criam. Burrice é achar que essa gente não sabe do que está falando. Enquanto se subestima o estelionato, triunfam aqueles que elaboram planos criminosos de poder. O negócio é manter a vigilância: viu alguém fazendo um discurso indignado com fatos sabidamente mentirosos? Desmascare e denuncie o golpe.

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