celso-daniel

Ministério Público de São Paulo pede reabertura do caso Celso Daniel

O procurador de Justiça Edilson Mougenot Bonfim (do Ministério Público de São Paulo), pediu a reabertura da investigação sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. A decisão está com a Procuradoria-Geral de Justiça. O pedido de Bonfim consta em parecer emitido sobre recurso da defesa de Elcyd Oliveira Britto, o John, condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato do petista. Britto era um dos integrantes da quadrilha da Favela Pantanal, cujos membros foram responsabilizados pelo sequestro e morte do ex-prefeito. O procurador quer, agora, saber quem foram os mandantes do crime.

A reabertura das investigações veio após recurso da defesa de Elcyd Oliveira Britto, o John. Condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato do petista, ele Elcyd era um dos integrantes da quadrilha da Favela Pantanal. O bando foi contratado pelos mandantes do crime. A justiça chegou a considerar o empresário Sérgio Sombra (morto no mês passado) como responsável, mas sabe-se que ele foi apenas o contato do grupo.

Bonfim alega que novas provas surgiram ao longo dos últimos anos, citando o depoimento em que o publicitário Marcos Valério denuncia que o esquema do Mensalão se relaciona ao assassinato do prefeito e ao esquema do Petrolão, indicando que tudo se tratava de um único esquema criminoso. Marcos Valério também afirmou à Justiça que houve uma operação para comprar o silêncio do empresário Ronan Maria Pinto, que ameaçava implicar Lula no crime. Para isso, foi feito um empréstimo de R$ 60 milhões assumido por José Carlos Bumlai no Banco Schahin. O dinheiro foi dado ao chantagista Ronan. Como o PT não tinha dinheiro para pagar a dívida, o banqueiro Salim Schahin recebeu em troca o contrato de operação do navio-sonda Vitória 10.000 da Petrobras. Valério disse ao juiz Sérgio Moro que soube dessa história pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

O chantagista Ronan Maria Pinto foi preso na operação Carbono 14, da Operação Lava Jato. Na ocasião a Polícia Federal levou o blogueiro petista Breno Altmann (do Ópera Mundi) sob condução coercitiva, já que o petista era o contato entre o chantagista e o PT. Na ocasião, os investigadores descobriram que Ronan usou o dinheiro da propina para adquirir o jornal Diário do Grande ABC.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s