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Professora da UFPR relata os momentos de terror após invasão do prédio na noite de ontem

Veja abaixo o relato da professora Priscila Placha Sá, sobre o ocorrido ontem, no prédio da Faculdade de Direito da UFPR. Obtivemos este depoimento com exclusividade:

“Prezadas e Prezados,

Como já deve estar circulando em vários meios, ao final da noite de hoje (ontem, 3) o Prédio Histórico da UFPR foi “ocupado” por “estudantes”.

Gostaria de consignar que eu estava lá e para que o debate sobre os fatos tenha a dimensão que se deve ter, registro que NÃO se tratou – diversamente do que já está se anunciando – inclusive na escadaria da Faculdade, logo após a “ocupação”, de algo pacífico por parte de quem o ocupou. Eu estava na porta da Faculdade encostada na entrada conversando com alunos e alunas, ao final da aula.

De uma hora para outra, surgiram diversas pessoas com máscaras e capuz, inclusive de dentro da própria Faculdade, e outras tantas começaram a empurrar para dentro quem estava fora (como eu) e impedir que outras pessoas saíssem.

Assim, como alunas e alunos que se encontravam fora, fomos comprimidos contra a porta de entrada e eles já com cadeados e correntes queriam trancar a porta até que foram quebrados os vidros da porta de entrada (os quais foram varridos por eles que já tinham em mãos uma vassoura e uma pá de lixo). Com a quebra, os vidros machucaram um aluno que estava fora e outro que estava dentro. Agrediram uma aluna que tentava sair, que começou a chorar desesperadamente; outro aluno ficou machucado no braço. Houve boatos que usaram, inclusive, gás de pimenta.

Mantiveram durante um bom tempo discentes, dentro do hall de entrada da Faculdade, e os Professores Sandro Kozikoski e Cesar Serbena, impedindo-os de sair. Solicitamos por diversas vezes que liberassem as pessoas que não queriam ficar, inclusive, a moça da portaria que estava passando mal e que não houvesse nenhuma violência.

Tão logo me desvencilhei dali, comuniquei, por telefone, a Direção da Faculdade – que, ao que entendi, já tinha ciência de que a possibilidade de ocupação já fora aventada – e também comuniquei ao Presidente da OAB. Este último pelo fato de que, desde semana passada, estou eu nomeada por ele juntamente com diversos Advogados para o acompanhamento das Ocupações e Reintegrações de Posse dos Colégios Estaduais, com o intuito principal de que não exista atos de violência contra quem quer que seja.

Não me cabe discutir ou me apropriar do movimento estudantil, embora tenha sido evidenciado (nas falas de quem ocupou e de alunos e alunas da Faculdade) que fora acordada uma assembleia a se realizar na próxima segunda-feira para que se discutisse a ocupação da Santos Andrade, procedimento que, pelo que disseram, fora o adotado em todos os outros Campus, mas não aqui. Assim, como se vê nas notas do PAR e do PDU.

Escrevo isso, primeiro porque penso que o corpo docente deve saber o que aconteceu e porque na impossibilidade de estar amanhã na reunião que a Direção e a Coordenação irão fazer com as/os estudantes, entendi que devia dizer – pois lá estava – que, distintamente do que vimos em outros lugares, a alegada pacificidade na ocupação não se deu aqui. Muito pelo contrário foi hostil e violenta.

Att.

Priscilla Placha Sá – OAB/PR 27.032″

28 comentários sobre “Professora da UFPR relata os momentos de terror após invasão do prédio na noite de ontem

    1. Tudo começou no dia em que extinguiram o “comum de dois” da língua portuguesa. A professora está preocupada como “os/as estudantes”, enquanto a direção da Universidade já sabia da invasão e nada fez. Esse é o nível de nossas instituições de ensino.

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  1. Pelo o que deu pra entender, a advogada/professora em questão é mais uma que sempre esteve do lado dos “alunos” militantes mas que desta vez quebrou a cara. Foi alvo da violência de quem ela sempre serviu de babá. Não tenho um pingo de dó dessa vigarista. Colheu o que plantou. Que vá chorar na cama – ou na OAB – que é lugar quente.

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  2. Não existem leis? Que se cumpram as leis! Sem leniência de quem tem por função fazer que se cumpram as leis. Cumprir leis significa também agir imediatamente. Baderneiros somente continuam a sê-lo por contarem com a impunidade e, quase sempre, com a incompetência e leniência de quem deveria agir.

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  3. Na boa, já deu! Que a policia, exercito (sim, porque invasao de predio publico e seguranca nacional) invadam e tirem todos das escolas. Coloca ordem e quem desobedeceemr vai ser fichado na policia como baderneiro, pagar multa(os pais) e ate serem presos. Chega de mimimi.
    Vai protestar nos 5os dos infernos.

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    1. Vai vc para o inferno. Não melhor seja obliterada coxinha.
      Jornalzinho de bosta. Mídia marrom. Sempre só um lado.
      No mais sempre o lado da elite e da burguesia. Ou melhor daqueles que pagam.
      Se fodam

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  4. Eu, como professor, fico indignado com essas invasões. Sinceramente, se fosse eu que estivesse lá, com certeza, reagiria à altura contra esses marginais; não deixaria barato, de jeito nenhum. Por isto, defendo a intervenção policial com força, para retirar esses marginais, disfarçados de estudantes…

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  5. O que falta para o povo entender, ver, compreender, analisar, ACORDAR, que a classe politica de qualquer partido, seja de direita ou esquerda legislam em causa própria e interesses de grupos que não representam a sociedade???????.
    Estudantes invadindo escolas, presos e criminosos defendidos por direitos humanos, desmilitarização, privilégios e benéficos para políticos e familiares, imunidade parlamentar, verba de fundo partidária, etc etc etc…., são os métodos e estrategias para manter o povo sobre controle.

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  6. Estudantes viraram massa de manobra e não se deram conta. Muito triste tudo isso, porque o tempo está correndo, a desordem reina, o ENEM foi rachado… Ultimamente, “em caso de dúvida, vote pelo réu” é o que que está predominando. Os cidadãos que agem corretamente estão perdendo para essa horda, que protesta contra tudo e contra todos. São os alinhados de “hay gobierno, soy contra”. Como será o futuro desses jovens que estão acampados em escolas?

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  7. Postei hoje na Gazeta online que é “comovente” a ingenuidade em acreditar que os invasores são estudantes. São “tropas de choque” semelhantes às que costumam, com alguma violência, “piquetar” em greves de bancos. A reitoria já deveria ter tomado providências, pois a segurança é pífia nos prédios universitários. Qualquer um entra, não há identificação, furta-se e se assalta à vontade. E ainda, incrível, foram “dialogar” com os baderneiros. Assim como eles entraram, outros podem retirar “na marra” esses profissionais encapuçados e identificá-los. Vão ter uma surpresa, certamente ! São pagos para fazer a “desordem e o regresso”. Já a oposição ao governo Federal está “jogando tudo” para que a PEC dos gastos públicos não seja aprovada, pois tem absoluta certeza de que ela vai mudar 180 graus a situação econômica do País, claro, para melhor. É até uma questão de lógica, não precisa ser economista. E isso a oposição não quer, aposta no “quanto pior, melhor”. Noel E. Samways OAB 4104

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  8. Como 30, 40 invasores.. dominam uma faculdade inteira cheia de alunos e professores. Se os invasores são ousados, os universitarios do bem, também precisam ser mais ainda. Reagrupem-se e comecem uma reconquista deste espaço que são pra pessoas do bem!

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  9. Pessoal vamos nos unir pra acabar com isso, pois esperar de lei, policia, Oab, direitos humanos não vai acontecer nada, isso vai ficar pior.No Paraná os indios tão causando acidentes em caminhão e saqueando cargas e nada acontece, esses dias jogaram pedras no carro da policia federal e quebraram parabrias. Ta demais essa bagunça.

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  10. Se é uma “ocupação” pacífica e “legal”, qual o motivo das caras tapadas, correntes e cadeados ? Que sejam todos identificados, para assumirem as consequências de seus atos.

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  11. Sou brasileira mas me encontro fora do país, mas o que esta acontecendo com o brasil é uma grande vergonha, um país abandonado por todo o tipo de lei , não existe governo, presidente e nem ministério público pra tomar providências cabíveis isso já virou palhaçada como se a educação não bastasse ser precária como e nesse país , agora vândalos invadindo escolas públicas para revindicar o que? Isso já passou do limite ate alunos sendo mortos no interior das escolas, por favor autoridades brasileiras tomem providências. Estou indignada.

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  12. então minha senhora
    esse é o relato de que estava lá mas já formada e com seu cargo garantido.

    que tal publicar também um relato de quem quer chegar onde vc está ou até acima do seu cargo.

    quando o estudante viu que vai perder o seu futuro, não sobrou alternativa que nãqo fosse ocupar.
    nos relatos da história sempre ficou para os estudantes fazer a revolução.

    abstenha-se ao seu momento, mas não se envolva fazendo o papel de trouxa.
    fica a dica…

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