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Baixaria no Rio: mulher de Amarildo diz que equipe de Crivella a drogou e é desmentida pelo filho

A campanha no Rio de Janeiro toma de vez o caminho da baixaria. Depois da inacreditável capa da Veja, a equipe de Marcelo Crivella foi acusada de ter embriagado a mulher do pedreiro Amarildo para que esta fizesse um vídeo atacando o candidato Marcelo Freixo. A própria mulher alega ter sido coagida pela equipe de Crivella. No entanto, ela entrou em contradição ao longo do dia de ontem, apresentando três versões diferentes para o caso. Disse que a equipe de Crivella ofereceu drogas (que ela teria aceitado e consumido em sua residência), mas depois afirmou que haviam oferecido apenas dinheiro para que ela adquirisse os entorpecentes (a viúva de Amarildo é dependente química). Ao final do dia, foi desmentida pelo próprio filho. Leia abaixo a notícia do portal R&, publicada também por Estadão, CBN e O Globo.

Filho de Amarildo afirma que mãe mentiu ao dizer que foi constrangida por equipe de Crivella

Emerson de Souza afirma ainda que não vê a mãe desde quando a queixa foi registrada

Elizabeth Gomes da Silva, viúva do pedreiro Amarildo, mentiu ao dizer à polícia que foi constrangida pela equipe de Marcelo Crivella (PRB) para gravar um vídeo contra Marcelo Freixo (PSOL), afirmou o filho dela, Emerson Gomes de Souza, em entrevista à rádio CBN. Ele ainda acrescentou que a mãe está desaparecida.

Crivella e Freixo disputam a Prefeitura do Rio.

Nesta semana, Elizabeth gravou vídeo em que comentava o fato de apenas parte da campanha “Somos Todos Amarildo” ter ido para a família. A ONG que organizou a campanha é uma das financiadoras de Freixo.

Em entrevista à rádio, Emerson negou que tenha havido constrangimento durante a gravação, conforme a mãe afirmou na manhã desta quinta-feira (27) à polícia. O filho do pedreiro morto em 2013 acrescentou ainda que não é verdade que tenha havido consumo de drogas na residência, conforme consta do registro feito pela mãe.

Emerson também afirmou à rádio que, desde a manhã desta quinta (27), quando a queixa foi feita, sua mãe não aparece em casa.

A equipe de Crivella também se manifestou em nota, negando as acusações.


Na semana passada, a equipe de campanha do senador Marcelo Crivella foi contatada pela Associação de Moradores da Rocinha informando que Elizabete Gomes da Silva, viúva do pedreiro Amarildo, queria conversar sobre o dinheiro arrecadado numa campanha de solidariedade à família que não foi repassado integralmente a ela e a seus seis filhos com Amarildo. Recebemos quatro vídeos com as denúncias de Elizabete.

No início da noite da última terça-feira, por volta das 20h, uma equipe da campanha com quatro integrantes foi entrevistá-la. Elizabete falou por mais de uma hora na presença de dois representantes da Associação de Moradores da Rocinha. Ela não estava sob o efeito de álcool, ao contrário do que Ancelmo Gois afirma em sua coluna de hoje no Globo. A mulher de Amarildo tampouco registrou queixa ontem (quarta-feira, 26) na 16ª DP, na Barra, como diz o jornal.

Elizabete esteve hoje na 11ª DP, na Rocinha, onde registrou queixa, acompanhada do advogado João Tancredo, que doou R$ 200 mil para a campanha do candidato Marcelo Freixo (o montante representa 14% do total arrecadado).

A campanha reitera que não houve consumo da álcool por parte de ninguém durante toda a entrevista.

Acrescenta que a conversa foi sugerida e autorizada por Elizabete. Não houve oferta de dinheiro ou de qualquer outra vantagem, muito menos promessa de reforma de sua casa ou de emprego por quatro anos.

A campanha pretende ainda tomar as medidas legais cabíveis.

O pano de fundo dessa polêmica é financeiro. Quando o caso veio à tona, militantes do PSOL organizaram a campanha “Somos Todos Amarildo”, que arrecadou mais de R$ 310 mil para ajudar a família do pedreiro assassinado por agentes do estado. O valor foi levantado através de eventos e campanhas da TV e internet, além da leilão de objetos de arte. A campanha mobilizou a classe artística do Rio e teve grande repercussão na mídia nacional e estrangeira. No entanto, a família do pedreiro ficou com apenas R$ 60 mil. O restante do dinheiro (R$ 250 mil) foi para o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (DDH), que é ligado ao deputado estadual e hoje candidato à prefeitura do Rio Marcelo Freixo. Um dos assessores de Freixo é Thiago de Souza Melo, está entre os diretores da ONG.

A baixaria na reta final da campanha se dá em um momento onde a vitória de Crivella se mostra quase irreversível. O candidato aparece com 46% das intenções de voto, contra 29% de Freixo. De acordo com o Paraná Pesquisas, Freixo tem 57% de rejeição, o que o torna praticamente inelegível.

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