Briga de aliados: Maia manda petista “enfiar o dedo onde bem entender”

Apesar de toda a colaboração e do grande esforço de Rodrigo Maia (DEM-RJ), a conveniência com seus aliados de extrema-esquerda não está sendo fácil. Conhecidos pela truculência e baixaria, os parlamentares destes partidos estão começando a minar a paciência do presidente da Câmara.

O episódio mais recende de discussão entre Maia e seus aliados golpistas foi uma discussão com o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). Teixeira começou a gritar no plenário durante a votação da PEC 241 no segundo turno, na noite de ontem. O motivo do teatro do petista era o fato do plenário fazer barulho durante a fala de Erika Kokay (PT-DF). Ele e a deputada começaram a reclamar da suposta “falta de respeito”.

“Ou vossa excelência consegue colocar ordem no plenário para que todos escutem todos, ou este plenário passará a ser um lugar inaceitável de se conviver”, afirmou Teixeira. “Ou vossa excelência se comporta como presidente desta Casa”, disse Teixeira para Maia.

O presidente da Câmara reagiu:

“Eu abri a galeria, fiz um acordo e fomos desrespeitados aqui. Pode berrar a vontade. Está pensando o que? Quem abriu a galeria fui eu, não foi a base, não”, retrucou Maia. Após essa fala, os manifestantes de extrema-esquerda foram retirados da galeria por ordem do presidente.

O barraco não parou aí. Na verdade, ficou bem pior: Teixeira continuou gritando, enquanto apontava o dedo para Maia. Foi quando o presidente da Câmara falou:

“Deputado, não precisa apontar o dedo. Eu não tenho medo do seu dedo. O senhor pode colocar seu dedo onde vossa excelência quiser. Não venha para cima de mim, não”.

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