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Até um site petista denuncia a mentira de Freixo: ele é ligado aos Black blocs que mataram Santiago Andrade

Candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSOL, o deputado estadual Marcelo Freixo tem repetido por aí que não tem qualquer relação com os black blocs, e que em momento algum seu partido ou ele incentivaram esse tipo de movimento. As declarações voltaram a ser repetidas na segunda-feira, quando o candidato esteve no jornal RJTV Segunda Edição. A entrevista completa (que cita até uma matéria do Jornalivre) pode ser vista abaixo.

No entanto, os fatos não corroboram a versão de Freixo. Inclusive, uma matéria publicada em um site petista, o Brasil 247. Na ocasião do assassinato do cinegrafista Santiago Andrade, o 247 publicou um texto intitulado “Patrocínio do PSOL aos Black Blocs afunda Freixo”. São mencionados uma planilha de pagamentos. O curioso é que como Freixo é o único candidato da extrema-esquerda vivo na disputa, passou a ser apoiado pelo PT e pelo próprio Brasil 247 na disputa contra Marcelo Crivella.

Leia a matéria abaixo.

PATROCÍNIO DO PSOL AOS BLACK BLOCS AFUNDA FREIXO

Lista de financiadores dos arruaceiros mascarados mostra políticos do PSOL e até um delegado, além de um juiz; em depoimento, Caio Silva de Souza, disparador do rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade contou que tinha reuniões com deputado estadual do Rio de Janeiro; Marcelo Freixo é o mais destacado quadro político da legenda; Sininho, que aparece como influente Black Bloc, admitiu no Facebook que vândalos recebem pagamento; ela também pegou; pagamentos eram regulares e de até R$ 400 por quebra-quebra, o que explica episódios como invasão da Câmara Municipal, fechamento da Avenida Rio Branco e depredação de ônibus e pontos comerciais; apurações podem levar a cassação de registro; lista completa

247 – O PSOL está em apuros. Acumulam-se os indícios e testemunhos de que o partido era o grande gerenciador dos Black Blocs em seus ataques a edifícios públicos, depredação de pontos comerciais e fechamento de grandes vias de tráfego no Rio de Janeiro.

Principal líder da agremiação na cidade, onde obteve 20% dos votos na última eleição para prefeito, o deputado Marcelo Freixo foi citado pelo preso Caio Silva de Souza como espécie de mentor intelectual, com quem realiza conversas, ao lado de outros integrantes da gang, sobre a situação política.

Está em circulação uma lista com nome de doares para uma manifestação organizada pelo PSOL. Entre os que receberam quantias de até R$ 400 está a jovem conhecida como Sininho, considerada uma espécie de porta-voz dos black blocs.

Já se sabe que os jovens encarregados de promover o que é definido como “terrorismo social” eram recolhidos em pontos determinados por vans, levados até os locais das manifestações e remunerados com R$ 150 por participação. Um acampamento de semanas nas escadarias da ocupada Câmara Municipal rendeu aos participantes diárias de R$ 350, de acordo com comentários de funcionários da sede do poder legislativo municipal.

Atacar o Estado em todas as frentes está no DNA de partidos como o PSOL e o PSTU. Nascidos de costelas do lado esquerdo do PT, identificam-se com o pensador e ativista russo León Trotski, aquele da revolução permanente. No tropicalizado quadro político nacional, ajuntamentos que quase viraram partido político, como o Rede Sustentabilidade, disputam o mesmo campo, buscando posições de extrema esquerda para ganhar nitidez ideológica. Essas pregações ganharam cara efetiva numa espécie de tropa de elite desgarrada do pensamento radical, os black blocs.

No Rio de Janeiro, um traço de união entre os BBs e os comandantes do PSOL se efetivou, de acordo com todos os indícios e depoimentos realizados até aqui. A invasão e depredação da Câmara Municipal; as arruaças na avenida Rio Branco e seu bloqueio no horário do rush, durante protestos contra o sistema de transportes; a quebra de agências bancárias, e a imposição de fechamento ao comércio e penalizações aos trabalhadores foram vistos com condescendência pelos chefes políticos dos dois blocos.

Marcelo Freixo funcionou, ora em encontros de bastidores, ora pela ausência de uma resposta pública aos ataques, como um dos vértices desse esquema. Um dos funcionários de seu gabinete já admitiu ter ligações diretas com os arruaceiros., prestando assistência jurídica.

Logo após junho do ano passado, quando as primeiras labaredas de fogo tomaram as manifestações populares, os black blocs, que poucos ainda sabiam o significado do nome importado dos EUA, assumiram as primeiras páginas da mídia. Nas ruas, esperavam o momento anterior ao início das dispersões para promoverem o seu terror, despertando forte repressão policial sem, para muitos, perderem o charme da coragem e da ousadia.

Às primeiras ações de repressão corresponderam ao despertar da solidariedade de gente famosa. Numa mensagem de garoto propaganda, como se quisesse formar ao lado deles, o célebre Caetano Veloso vestiu a máscara preta. Como revolucionário de fotografia, há quem considere que ele até ficou bem. Sair na rua, não saiu, mas já dera seu pitaco, contribuindo para um debate ideológico — e não apenas policial – sobre o grupo sem face.

O oportunismo fica latente no apoio e complacência com que o PSOL conviveu até aqui com os Black Blocs, sem uma crítica direta sobre a maneira de agir do grupo. Isso rende ao partido identificação com a extrema esquerda.
A partir de agora, porém, com a primeira morte provocada por um participante de manifestações e as revelações de pagamentos por depredações e lista de doares para esse fim, o PSOL corre o risco até mesmo de ter o seu registro de partido integrante da democracia brasileira cassado.

 

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