Prisão de Cunha aconteceu um dia após blogueiro petista acusar Moro de seletividade contra o PT

No dia de ontem, o blogueiro petista Paulo Nogueira fez um texto repleto de discurso de ódio e acusações contra o juiz federal Sérgio Moro, conforme noticiado aqui no Jornalivre.

Paulo Nogueira afirmou com todas as letras que o objetivo da Operação Lava jato era criminalizar o Partido dos Trabalhadores e o presidente Lula, de que Moro “simboliza o que há de mais nefasto no Brasil: a justiça parcial.” Em sua fala leviana, Nogueira chega a sugerir que “Moro seja tirado de cena”.

Menos de 24 horas depois, Moro decretou a prisão de Eduardo Cunha.

O lamentável texto de Paulo Nogueira pode ser lido abaixo.

Existe uma única maneira de pacificar o país: tirar Moro de cena.

Moro se transformou no maior foco de divisão do país. Ele simboliza o que há de mais nefasto no Brasil: a justiça parcial. Para usar a grande expressão do cientista e colunista da Folha Rogério Cézar de Cerqueira Leite, não é apenas uma justiça parcial. É absolutamente parcial.

Você pode dizer que já tínhamos — aliás, temos — um exemplar desse tipo de juiz: Gilmar Mendes. Acontece que Gilmar não tem uma fração do poder de Moro. Pertence a um colegiado no qual é uma entre onze vozes.

Moro abusou. Em algum momento se perdeu, e deixou de sequer fingir imparcialidade. Virou uma coisa trágica e cômica. Não à toa, uma sessão de delação feita pelo grupo humorístico Porta dos Fundos viralizou.

O espírito da delação era este. Contra Aécio? Não interessa. Contra Temer? Não interessa. Contra qualquer figura que não seja do PT? Não interessa.

Conta Lula: interessa. Muito.

Moro não poderia jamais ter deixado claro que tinha um lado: o da plutocracia, o dos ricos.

Hoje, ele é o homem mais detestado por quem não seja conservador. Mais que Temer. Mais que Cunha.

Mais que todo mundo.

Ele desagrega, ele desune — coisas péssimas para um país que tem que recuperar seu sentido de unidade e, assim, forjar um consenso para a construção do futuro.

Um país rachado em dois é meio país.

Qualquer projeto de pacificação passa por uma cláusula pétrea: a saída de Moro.

Publicado no Diário do Centro do Mundo.

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9 comentários sobre “Prisão de Cunha aconteceu um dia após blogueiro petista acusar Moro de seletividade contra o PT

  1. O difícil é esse safado desse blogueiro tirar o Juiz Moro de sena, o Juiz está nos braços do povo brasileiro e se algum imbecil como esse blogueiro safado tentar fazer isso vai ter que passar por cima do povo, ai nós vamos quem pode mais.

    1. Acho que esse burralista (burro + jornalista) deve ter ganhado bem pra ter feito e publicado esse texto. Não se trata de dividir o pais e sim fazer justiça, quem deve tem que pagar, quer seja lula, quer seja qualquer outra pessoa. pessoa de mente igual a sua estão cheio querendo um pouco da fatia da Petrobrás seu idiota.

  2. Eu não sei que país dividido estes caras acreditam? O Brasil nunca esteve tão unido! Quando saímos às ruas pra tirar esta canalha vimos que eles não representavam nem 10% da população. Então qual divisão é esta?

  3. Também não vejo divisão no Brasil, 98% estão com o juiz Moro,os 2 % restantes são os que apoiam o ex é a ex presidentes da república. Nosso povo está lúcido. Não queremos pt,pdt,.PCdoB…. Não queremos Marina, Leonardo Boff,Nassif nas nossas vidas. Fora Lula,Dilma, 13 anos de roubalheira ,.

  4. O Brasil tenta com muito esforço e coragem de uns poucos Juízes, que tiveram a iniciativa e honestidade de não se curvar diante de tantas corrupções e corruptores dos cofres Públicos, de limpar de vez essa política suja que ainda teima em persistir,parabéns ao Dr. Sérgio Moro e todos que estão nessa luta, Força e coragem a todos Brasileiros que querem de fato ver mudanças positivas no País.

  5. O Paulo Nogueira e o Luiz Nassif são dois deslumbrados com o Petismo, que não enxergam um palmo na frente do nariz. Só fazem comentários raivosos, eles não são inocentes, são como cães raivosos treinador para atacar e pelo jeito foram treinador para defender o Petismo. Devem ainda estar recebendo pagamentos de dinheiros roubados da nação. Escrevem assim, raivosamente, para chamarem atenção para suas nulidades.

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