PSOL se une ao PMDB de Jader Barbalho para conquistar Prefeitura de Belém

A internet entrou em ebulição com a notícia de que o candidato do PSOL à prefeitura de Belém Edmilson Rodrigues se uniu ao candidato derrotado do PMDB Carlos Maneschy para vencer seu oponente tucano Zenaldo Coutinho.

O que causou surpresa em alguns eleitores foi a mudança de postura do PSOL, partido de extrema-esquerda que adotou a falsa narrativa do golpe. Quando os manifestantes tomaram as ruas de Belém para protestar contra o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, Edmilson fez diversos pronunciamentos e ataques aos brasileiros chamando os críticos do PT de “fascistas, golpistas, racistas e misóginos”.

O pacto que está sendo chamado de “Ribbentrop-Molotov” (em referência ao pacto entre Adolf Hitler e Joseph Stalin no entre guerras), ainda tem mais um aspecto exótico: o novo aliado do PMDB não é apenas considerado “golpista”, como também é apadrinhado do senador Jader Barbalho. Barbalho é conhecido por comandar a política paraense como coronel, além de responder à várias acusações de corrupção.

Edmilson Rodrigues sempre se disse opositor de Jader Barbalho, desde os tempos em que foi prefeito de Belém por dois mandatos. Filiado ao PT à época, Edmilson foi condenado recentemente por crimes de responsabilidade, desvio de verbas e de finalidade por conta do uso de verbas da educação para a confecção de material partidário. Não se tornou fixa suja por que ainda cabe recurso. Atualmente Edmilson faz parte do grupo de extrema-esquerda na Câmara dos Deputados, que ainda envolve Chico Alencar, Luiza Erundina, Jean Wyllys e Ivan Valente.

A incoerência e hipocrisia não saiu por menos. Em O Globo, o jornalista Maria Lima cravou: “Golpistas e golpeados se unem para o segundo turno em Belém”.

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