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Temer tentou fazer a reforma durante o governo Dilma, mas foi boicotado por Mercadante

A aprovação da PEC 241 por ampla maioria desestruturou ainda mais as articulações da extrema-esquerda, que agora tentam carimbar a proposta como retrocesso. No entanto, as medidas de ajuste foram defendidas pelo governo Dilma Rousseff. O hoje presidente da República Michel Temer chegou a articular uma frente para aprovar o projeto, mas foi boicotado por Aloizio Mercadante.

Em abril de 2015, Dilma retirou a articulação política das mãos do deputado Pepe Vargas (PT-RS) e incumbiu seu vice de articular as reformas. O bom transito de Temer no Congresso e sua proximidade com o grupo do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha garantiriam o êxito da aprovação das reformas. Cunha ainda não era rival do Planalto, e se empenhou em aprovar as primeiras reformas sugeridas pela presidente – entre elas a reforma no seguro desemprego. Tudo deu errado por conta de Mercadante.

Aliado de Dilma, Mercadante teria ficado “enciumado” com o protagonismo de Temer. Mercadante ocupava a Casa Civil, e começou uma conspiração contra o ministro da Fazenda Joaquim Levy e o vice-presidente. Além disso, Mercadante pregava uma saída ainda mais à esquerda para conter a crise, com propostas baseadas justamente no aumento de gastos públicos e impostos.

Outro motivo de atrito foram nomeações para vice-presidências da Caixa Econômica Federal. Mercadante queria as nomeações para aliados, e ficou irritado quando soube que Temer havia costurado nomeações junto da liderança do PMDB e da presidente Dilma.

Enquanto o vice-presidente e o atual ministro da Casa Civil Eliseu Padilha trabalhavam pelo ajuste fiscal, Mercadante começou a plantar na mídia que “Temer estaria se empenhando daquela forma para concorrer à presidência em 2018”. Segundo relatado por Reinaldo Azevedo em seu blog, mesmo se a fofoca fosse verdadeira, isso não atrapalharia Dilma. Mas a petista preferiu ouvir Mercadante e passou a nutrir ciúmes de Temer.

Mercadante foi vitorioso, e acabou satanizando Levy e Temer. Temer deixou a articulação política em agosto de 2015. Levy também deixaria o governo em dezembro, após Mercadante insuflar sindicatos, a CUT, MTST, UNE e MST. Quando Temer enviou a carta privada em que reclamava de ser um vice decorativo, Dilma teria mostrado a correspondência para Mercadante. O petista então teria convencido Dilma à tornar pública a mensagem apenas para ridicularizar Temer. Mercadante então ficou com o protagonismo do governo, mas isso acabou enfraquecendo ainda mais o governo Dilma. Acuada por denúncias de corrupção e sem conseguir dar respostas para a crise, acabou sofrendo o impeachment em 2016.

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