Uso do termo “golpista” foi decisivo para derrota do PT: 66,8 milhões votaram contra o partido

Aquilo que tinha a intenção de ser a narrativa de sucesso dos petistas e seus aliados, o uso do termo “golpistas”, bem como a repetição de que o impeachment foi um “golpe”, serviram para o efeito justamente inverso. Ao contrário do que se esperava, o que o PT conseguiu foi torrar a paciência dos cidadãos e eleitores com a exaustiva repetição de uma narrativa vitimista que não encontrava eco na realidade.

A prova maior de que a tática fracassou foi o resultado das eleições de domingo. Todos os principais partidos acusados de ‘golpismo’ saíram vitoriosos na maioria dos municípios. PSDB e PMDB, juntos, elegeram 1821 prefeitos, e vários candidatos ainda concorrem em segundo turno. O PT, por outro lado, elegeu 256, perdendo mais da metade das prefeituras que já tinha.

O PT conseguiu, de fato, torrar a paciência do eleitor ao não assumir seus erros e persistir neles até o fim.

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7 comentários sobre “Uso do termo “golpista” foi decisivo para derrota do PT: 66,8 milhões votaram contra o partido

  1. A análise do jornal é parcial e simplista. As verdadeiras razões desse declínio político não são apenas as mencionadas. Na verdade a mídia está no centro desse processo. Não descarto os erros do PT. Mas ficar criminalizando o partido desde 2014 em rede nacional de televisão, não teria como dar outro resultado. Parabéns para a mídia eleitoreira. Ela sim, decide as eleições.

    1. A mídia não acusou o PT de nada. A imprensa apenas fez o seu papel de noticiar as denúncias oficiais feitas pelo Ministério Público baseadas nas investigações da Polícia e da Receita Federal, do Coaf, do TCU e de todos os órgãos de fiscalização do governo. Quem falou em roubo de bilhões e até mesmo devolveu milhões roubados não foi a imprensa, mas operadores nomeados pelo PT para a Petrobrás. Quem prendeu corruptos como Dirceu, Vaccari, Delúbio, Delcício, André Vargas e mais 107 condenados, foi a justiça, não a mídia. Quem afirmou que Lula pretendia calar Cerveró foi o líder do governo Delcídio Amaral, e não a mídia. Quem está afirmando que Lula tinha um conta-corrente de milhões na Odebretch e que as pretensas palestras eram lavagem de dinheiro, não foi a imprensa, mas o fundador da empresa, Emílio Odebretch e as planilhas apagadas que foram recuperados pelos técnicos da Polícia Federal.

  2. Depois da “burradas” o vitimismo foi escolhido para gritar contra tudo e contra todos. Deu no que deu ! O povo está acordando depois de 13 anos em estado de letargia!

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