Rede Sustentabilidade não se sustenta: dirigentes do partido derrotado criticam Marina e fogem da legenda

Como já se sabe, a Rede foi um verdadeiro fiasco neste último domingo. Isso nem foi uma grande surpresa, uma vez que o partido surgiu como outra linha auxiliar ao PT, fazendo coro com o PSOL no Congresso. Contudo, surpreende mesmo é o fato de que vários dirigentes partidários não esperaram nem mesmo 24 horas para anunciar a saída do partido.

Em uma carta na qual criticaram duramente a matrona da legenda, Marina Silva, sete dirigentes da Rede Sustentabilidade declararam sua saída do partido ainda ontem, dia 3. Um dos pontos mais críticos da carta é a acusação de que Marina, além de autoritária e “mandona”, é também instável quanto aos seus posicionamentos, que vivem mudando de lugar.

“A sociedade brasileira não sabe o que pensa a Rede, nem consegue situá-la no espectro político-ideológico. A auto-indulgente declaração de respeito às diferenças internas não basta para dar identidade a um partido e justificar sua existência”, diz o texto, que foi assinado pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares, a professora Miriam Krenzinger, o sociólogo Marcos Rolim, o ambientalista Liszt Vieira, o economista Tite Borges, Carla Rodrigues Duarte e Sonia Bernardes, que era porta-voz do partido no Rio Grande do Sul.

Outra crítica feita a Marina é o fato de ela ter mudado seu posicionamento quanto ao impeachment de Dilma Rousseff. Ela foi oportunista, segundo a carta, por ter trocado de lado quando percebeu que seria conveniente, e isso teria atraído a atenção de “oportunistas e políticos de direita identificassem na REDE um espaço fértil para seus projetos particulares.”

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