Arrogante, Haddad foi esmagado até na periferia

O mapa eleitoral de São Paulo mostra um detalhe muito interessante. Nele, é possível perceber que em quatro anos de governo Haddad, o PT conquistou a mais alta rejeição entre as classes mais pobres, especialmente nas periferias.

Muito se disse durante os últimos dois anos que o prefeito governava para as elites, e isso é fato. Haddad tornou a cidade mais cara, mais travada, mais burocrática, e fez tudo isso em nome de uma agenda política, sem se importar de fato com aquilo que importava para os cidadãos. Há alguns meses, ainda, houve forte polêmica quando ele ordenou que a Guarda Civil Metropolitana arrancasse cobertores e colchões de moradores de rua, justamente no mês mais frio do ano.

De fato, o PT escolheu Haddad para concorrer à prefeitura São Paulo em 2012, num momento em que as políticas sociais implantadas pelo partido no plano federal pareciam ter lhe dado hegemonia nas regiões periféricas da cidade. Cabia ao professor universitário que acabava de deixar o ministério da Educação cativar a parcela da classe média paulistana refratária ao partido. Haddad operou exatamente na frequência que se esperava dele – apelando às elites intelectuais da cidade –  e venceu.

Anúncios

Um comentário sobre “Arrogante, Haddad foi esmagado até na periferia

Deixe uma resposta