Moro decretou: Palocci continuará detrás das grades

O juiz federal Sérgio Moro lacrou e converteu a prisão temporária de Antonio Palocci em prisão preventiva. Isso significa que não há mais data definida para ele deixar a cadeia. Palocci terá a companhia de seu ex-assessor, Branislav Kontic.

O MPF havia feito o pedido pela prisão preventiva – uma vez que a prisão temporária, de cinco dias, se encerraria hoje – e o juiz acatou. Já outro assessor de Palocci , Juscelino Dourado, será solto, mas sob a condição de entregar passaportes e não deixar o país, além de não sair de casa por mais de 30 dias e comparecer a todos os autos do processo.

Moro acatou a decisão por haver “boa prova de materialidade e de autoria”, qualificação válida para os dois crimes investigados. Para o juiz, a soltura da dupla acarretaria risco à ordem pública, à aplicação da lei penal e à instrução ou à investigação, segundo suas palavras.

O juiz também mandou para a vala a argumentação furada da defesa de Palocci, a qual se posicionou contra as prisões em uma semana de eleição, dado que o Código Eleitoral restringe a prisão de eleitores desde cinco dias antes até 48 horas depois do encerramento da eleição.

Pena, para a defesa, que o juiz trouxe à luz os fatos: “Ocorre que os investigados já estão presos desde 26 de setembro. A decretação da preventiva na presente data apenas alterará o título prisional, sem alteração da situação de fato”.

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