Tentando se desvincular do PT, Luciana Genro ataca seu antigo partido

A candidata a prefeitura de Porto Alegre, Luciana Genro (PSOL), vem tentando nesses últimos meses desligar sua imagem do Partido dos Trabalhadores, isso apesar de ter atuado por anos na legenda e a despeito do fato de que o PSOL, partido do qual é fundadora, tenha ajudado o PT desde sua existência.

O PSOL é até considerado por muitos como uma “linha auxiliar” do PT, uma vez que em todas as situações mais delicadas para o Partido dos Trabalhadores eles estiveram lá para apoiá-lo, votando sempre de maneira que o beneficiasse.

“O que aconteceu com o PT atingiu toda a esquerda. É um esforço muito grande para mostrar que não temos nada a ver com isso”, disse a candidata ao Globo, acreditando que com isso terá desvinculado sua imagem a do PT.

Ledo engano. Isso não é só insuficiente como também é ineficaz. A rejeição ao PT já é um fato, e também é um fato que todos os políticos e partidos que se empenharam em ajudá-lo estão, por tabela, sofrendo essa mesma rejeição. Em Porto Alegre, Raul Pont e Luciana Genro começaram a campanha na frente, liderando, mas agora amargam em todas as pesquisas nas terceira e quarta posições.

Essa aparente peleja entre petistas e psolistas, embora estratégica para livrar o PSOL de um estigma ruim, não serviu para convencer o público de que há oposição ali. A memória de todos ainda lembra da atuação do partido na Câmara dos Deputados, defendendo Dilma Rousseff com unhas e dentes, algo que é bem recente.

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