Haddad está isolado entre os mais rejeitados. Marta, Celso e Erundina vem atrás

A pesquisa do Datafolha sobre a intenção de voto para a prefeitura de São Paulo também perguntou ao eleitor em quais candidatos eles não votariam de jeito nenhum. De uma maneira geral, os candidatos que representam a extrema-esquerda esquerda são campeões de rejeição. Dos mais rejeitados, o campeão isolado é o atual prefeito Fernando Haddad: ele marca 43% de rejeição do eleitorado.

Considerando que a margem de erro, Marta Suplicy, Celso Russomano e Luiza Erundina estão tecnicamente empatados em rejeição, marcando respectivamente 32%, 30% e 28% entre aqueles cujos eleitores não votam de maneira alguma. Russomano está em queda tanto por denúncias relacionadas aos seus negócios, quanto por declarações contra Uber. O candidato também tem contra si o testemunho de uma caixa de supermercado que foi humilhada em seu programa há cerca de dez anos atrás.

A rejeição a Marta se explica tanto por ter sido petista quanto por sua péssima gestão como prefeita de São Paulo, quando não conseguiu se reeleger. Erundina enfrenta o mesmo problema, já que foi uma das prefeitas mais mal avaliadas da história. Além disso, a deputada federal ainda fez duas apostas que condenaram sua campanha: adotou a narrativa petista de chamar o impeachment de golpe, sendo que só em São Paulo as pesquisas apontavam que 69% dos cidadãos queriam o impeachment, além da cidade ter sido palco das maiores manifestações contra o governo Dilma Rousseff. Erundina também apostou na baixaria ao atacar João Doria por ele ser um empresário rico e bem-sucedido, o que fez disparar sua rejeição.

O estranho no ninho é o candidato Levy Fidelix, do PRTB. Apesar de pontuar apenas 1% nas pesquisas, ele conta com 29% de rejeição do eleitorado. Outro que tem mais repúdio do que apoio é o candidato de Marina Silva, o empresário Ricardo Young. Ele não conseguiu obter nem 1% das intenções de voto, mas registrou 17% de rejeição.

Na contramão, o candidato João Doria aparece com 17% de rejeição. A conclusão mais correta é de que esses 17% que não votariam em Doria de jeito algum representam justamente a parcela do eleitorado que vota na extrema-esquerda, incluindo aí parte dos 11% que votam em Haddad e dos 5% que votam em Erundina.

– Fernando Haddad (PT) – 43%

– Marta (PMDB) – 32%

– Celso Russomanno (PRB) – 30%

– Levy Fidelix (PRTB) – 29%

– Luiza Erundina (PSOL) – 28%

– Major Olimpio (SD) – 21%

– João Bico (PSDC) – 20%

– Altino (PSTU) – 19%

– João Doria (PSDB) – 17%

– Henrique Áreas (PCO) – 17%

– Ricardo Young (REDE) – 17%

– Rejeita todos/não votaria em nenhum – 5%

– Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum – 3%

– Não sabe – 3%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e o jornal “Folha de S.Paulo”.

O Datafolha ouviu 1.260 eleitores da cidade de São Paulo no dia 26 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que significa que, considerando a margem de erro, a chance de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo SP-05632/2016.

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