Para a PF, atuação de Palocci na Lava Jato era maior do que a de Dirceu

Segundo os investigadores da força-tarefa da Operação Lava Jato, não há dúvidas sobre o papel desempenhando pelo ex-ministro petista Antonio Palocci no esquema criminoso operado pelo Partido dos Trabalhadores na Petrobras. De acordo com os investigadores, a atuação de Palocci dentro da organização criminosa era maior do que a de José Dirceu.

Palocci é apontado em planilhas da empreiteira Odebrecht com o codinome “Italiano”. Ele que mantinha uma conta de propina com a empreiteira baiana, e segundo apontam as informações, foi um dos intermediários da compra de um terreno para o Instituto Lula junto da Odebrecht. Palocci também fazia a coleta de propina para o PT, ficando com uma porcentagem de lucro. Mais cedo, o juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 128 milhões em dinheiro e bens do petista, o maior valor de bloqueio registrado até agora na operação.

“Dos R$ 128 milhões, a maioria seria destinada, sim, ao Partido dos Trabalhadores” – afirmou a procuradora Laura Tessler. “O caminho do dinheiro ainda não foi completamente delineado, a investigação prossegue, daí a necessidade das medidas de hoje”.

Para a PF, Palocci participou de várias atividades criminosas. Ele teria fraudado um empréstimo do BNDES para Angola, além de ter fraudado uma licitação para beneficiar a Odebrecht e ter facilitado negócios de empresários que faziam parte do esquema criminoso. Parte de sua fabulosa fortuna teria vindo justamente dessas atividades ilícitas.

Em 2006, Palocci já era suspeito de lobby e tráfico de influência ao ser denunciado pelo caseiro Francenildo dos Santos Costa como frequentador da “República de Ribeirão”, mansão do Lago Sul de Brasília onde figurões se encontravam para orgias com prostitutas, consumo de entorpecentes e negociatas envolvendo recursos do governo federal. Após o escândalo e a repercussão extremamente negativa da quebra ilegal do sigilo do caseiro, Palocci foi demitido da Fazenda por Lula para estancar a crise instalada no governo. Anos depois, Palocci voltou ao governo na gestão Dilma Rousseff, e saiu menos de seis meses depois acusado de enriquecimento ilícito. Na época, ele alegou que conseguiu sua fortuna prestando consultorias. Segundo a PF apontou mais cedo na Operação Omertá, aquilo já era dinheiro obtido no esquema do Petrolão.

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