Palocci era o gerentão do “caixa geral” da propina: R$ 128 milhões repassados ao PT

Hoje, pouco após às 9 horas da manhã, os procuradores da Lava-Jato divulgaram mais informações sobre a 35ª fase da Operação, que foi responsável por prender o ex-ministro Antônio Palocci.

Palocci era chamado de “italiano” nas planilhas do propinoduto da Odebrecht, o que ajudou a dar o nome desta operação, chamada de “Omertà”, um tipo de código de silêncio da máfia italiana.

De acordo com os procuradores, e-mails e anotações registradas em celulares apreendidos mostram que Palocci, contando com “importante e constante auxílio de seu assessor Branislav Kontic”, atuou em favor da Odebrecht entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal.

O fato de Palocci ocupar um ministério não fez com que ele interrompesse o lobby em favor da empreiteira em quatro esferas: a obtenção de contratos com a Petrobras, a edição da medida provisória 460/2009, que concedia benefícios tributários ao grupo, negócios envolvendo o desenvolvimento de um submarino nuclear e o financiamento do BNDES para obras em Angola.

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