Serra sobre protestos de bolivarianos na ONU: “seis não fazem diferença”

Os protestos de seis delegações bolivarianas na Assembleia-Geral da ONU não comoveram o ministro das Relações Exteriores, José Serra. Ele minimizou o protesto do presidente de Costa Rica e delegados de Equador, Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela, que protestaram contra Michel Temer abandonando o plenário da ONU nesta terça-feira.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, o ministro foi incisivo: “Tenho a impressão de que não foi recebido [o protesto]. Eu estava lá e não vi. São 200 integrantes [na ONU] e seis não fazem diferença para nada. Eu não vi e nem ouvi nada. Significado do ponto de vista internacional? Nenhum”.

Os países que abandonaram a Assembleia questionam o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a qual muitos chamam abertamente de golpe. “Nossa decisão, soberana e individual, de não ouvir a mensagem do senhor Michel Temer na Assembleia Geral, obedece à nossa dúvida ante certas atitudes e atuações, e se pretende declarar sobre práticas democráticas”, diz nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Costa Rica.

Apesar do protesto ensaiado, a postura do Itamaraty não tem deixado margens para maiores retaliações por parte dos socialistas. Apesar das bravatas internacionais, o único país que de fato tem rompido relações com o Brasil foi o Equador. Cuba, Venezuela, Nicarágua, Costa Rica e Bolívia fazem declarações inflamadas contra o que chamam de golpe, mas quando questionados sobre a manutenção de relações comerciais com o Brasil, dizem que não pretendem cortar os laços com o governo Temer.

Países democráticos como Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Canadá e toda a União Européia reconheceram o governo Temer imediatamente. Na África, apenas algumas ditaduras questionaram o processo de impeachment, como foi o caso de Angola e Guiné Bissau. Diante da firmeza do Itamaraty, esses governos também voltaram atrás e reconheceram a legitimidade do governo Temer.

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