Chefe de campanha de Russomanno é acusado de usar NF’s frias

Como diz a Jovem Pan, o deputado federal Marcelo Squassoni (PRB-SP), coordenador de campanha do candidato a prefeito de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, foi acusado por um empresário do Guarujá, no litoral paulista, base eleitoral do parlamentar, de ter usado notas fiscais frias de uma de suas empresas para justificar gastos da cota parlamentar.  Em entrevista ao Estadão, José Eduardo dos Santos, dono da TESS – Tecnologia e Sistemas de Segurança – disse que emitiu nove notas fiscais de R$ 3,5 mil. Em relação às notas, não prestou nenhum serviço. Parte dessas notas estão registradas na prestação de contas de Squassoni no Portal da Transparência.

“Em agosto de 2015, eu fui procurado para emitir notas fiscais de minha empresa para que ele pudesse arcar com compromissos de campanha. Ficou combinado que seria como segurança eletrônica e manutenção preventiva. Nós não prestamos o serviço”. A denúncia foi protocolada no Ministério Público Federal no último dia 9.

O empresário afirma ter recebido ameaças, e posterior oferta de dinheiro, a partir de um interlocutor do deputado para desistir da denúncia: “Ele mandou uma pessoa chamada Emerson, que faz trabalhos gráficos no Guarujá, me procurar. Esse interlocutor disse que o Marcelo tinha até R$ 200 mil para mim e que eu ainda poderia ganhar um ou dois cargos no governo.” O empresário disse ter recusado a proposta: “Ele então disse que, se eu não parasse, minha vida ia ficar complicada no Guarujá e eu não poderia nem fazer faxina na cidade.”

Dois dias depois – no último dia 11 – e após relatar o caso à imprensa, o escritório de Santos foi atingido por dois tiros disparados por um motoqueiro. Ele fez um boletim de ocorrência sobre o ocorrido: “Não posso atribuir a ele, mas sem sombra de dúvida é muita coincidência.”

Atualmente, Santos está escondido em um flat em São Paulo. A defesa do candidato preferiu não se pronunciar. O deputado Squassoni afirma ter sido vítima de “armação política”. Ele diz: “Esse cidadão está fazendo um jogo por causa de dinheiro. Ele quis me extorquir. Denunciei isso na Polícia Federal”, afirmou o parlamentar. O deputado afirma que o serviço foi executado, mas ainda não enviou provas disso.

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