Marta nega o passado: “nunca me coloquei como alguém de esquerda”

Aquela que passou mais de 30 anos no PT e que só saiu do partido quando percebeu que o barco estava prestes a afundar, hoje concorre à prefeitura de São Paulo pelo PMDB na esperança de que ninguém lembre de seu passado. Em entrevista aos jornalistas Reynaldo Turollo e Paula Reverbel, Marta Suplicy disse que nunca se colocou como uma pessoa de esquerda.

“Olha, eu nunca nem me coloquei assim, né? Eu acho que neste mundo hoje depende do que você chama de esquerda. Tem valores tão, tão retrógrados que são chamados de esquerda que eu não me identifico em absoluto. Eu tenho valores que eu diria que são cada vez mais de inclusão das pessoas, de respeito à cidadania”, afirmou.

Ela também diz ter deixado o partido por razões éticas. “Eu comecei a perceber que os dirigentes estavam com rumos que não eram os rumos pelos quais o partido foi criado. Então não foi uma coisa fácil, foi uma coisa de sofrimento”, alegou.

No entanto, fica a pergunta no ar: Para Marta, o conflito ético só aconteceu após mais de uma década de corrupção escancarada no governo de seu antigo partido? Esquisito, no mínimo.

 

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