Em estilo autoritário, defesa de Lula diz que “juiz de Curitiba perdeu imparcialidade”

A mente autoritária não trabalha com conceitos legítimos de certo ou errado. Autoritários em geral só aceitam algo que esteja a favor deles, rejeitando tudo que estiver contra. Como mostra o Estadão, mais uma vez a defesa de Lula emula o autoritarismo de seu cliente ao dizer que o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, “perdeu sua imparcialidade”. Em nota pública, a defesa emite a narrativa dizendo que Moro “violou garantias” do bolivariano, agora réu em ação penal por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do apartamento triplex do Guarujá.

Nesta terça-feira, 20, o juiz Sérgio Moro recebeu denúncia da Procuradoria da República e deu abertura a processo contra Lula, a mulher dele, Marisa, o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e outros quatro investigados. Subscrita pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, a nota da defesa não teve sequer a dignidade de citar, em qualquer momento, o nome Sérgio Moro. Os defensores limitam-se a chamar Moro de ‘juiz de Curitiba’,

“Diante de todo o histórico de perseguição e violação às garantias fundamentais pelo juiz de Curitiba em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não causa surpresa a decisão por ele proferida nesta data (20/9/2916) determinando o processamento da denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal em 14/9/2916.”

Outro trecho é este: “Nem mesmo os defeitos formais da peça acusatória e a ausência de uma prova contra Lula, como amplamente reconhecido pela comunidade jurídica, impediu que o referido juiz levasse adiante o que há muito havia deixado claro que faria: impor a Lula um crime que jamais praticou”. Para a defesa, “esse é um processo sem juiz enquanto agente desinteressado e garantidor dos direitos fundamentais”.

“Esperamos que a Justiça brasileira, através dos órgãos competentes, reconheça que o juiz de Curitiba perdeu sua imparcialidade para julgar Lula, após ter praticado diversos atos que violaram as garantias fundamentais do ex-presidente”. No fundo é a mesma gororoba requentada de sempre, recusando qualquer decisão que os contrarie, em puro autoritarismo.

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