Para fugir da ditadura, profissionais do Mais Médicos não querem voltar para Cuba

O governo cubano anunciou que pretende substituir cerca de 4 mil médicos que atuam no Brasil por meio do programa Mais Médicos. A ditadura quer manter o programa (que foi prorrogado por mais três anos), mas pretende promover a rotatividade dos profissionais. A proposta tem encontrado resistência por parte dos profissionais, que temem voltar ao julgo da ditadura comunista.

Para driblar as restrições, alguns profissionais estão se casando com cidadãos brasileiros para permanecer no país. Segundo matéria do Estadão, vários já manifestaram o desejo de permanecer no Brasil. Um dos médicos ouvido pelo jornal foi Alberto Pulgar Taneque, de 53 anos. “Minha pátria é Cuba, mas meu lar é aqui. O povo é acolhedor, por mim fico muito mais tempo”, afirmou.

Circula pela internet um relato de uma jovem cubana no Brasil que denuncia a ditadura e o desejo dos cidadãos de fugirem do regime dos irmãos Castro.

O programa gerou polêmica por dois motivos principais: em primeiro lugar, porque a presidente Dilma Rousseff adotou o programa para driblar os protestos de 2013. Para justificar o programa, a presidente responsabilizou os médicos brasileiros pelo caos na saúde público, despertando a fúria da classe. Outro motivo de controvérsia foi o fato de que mais de 60% do salário dos médicos é repassado ao regime castrista, o que gerou as críticas de que o programa seria apenas um pretexto para financiar a ditadura cubana.

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