Lula pode abandonar Okamoto no caso dos contêineres

A estratégia adotada pela defesa do ex-presidente Lula para o caso dos contêineres pagos pela OAS pode ser a mesma adotada durante o Mensalão: o petista irá responsabilizar um de seus discípulos para escapar da Justiça. No Mensalão o homem foi Delúbio Soares. Desta vez, quem pode ser responsabilizado é Paulo Okamoto, que já teria concordado com a manobra.

Presidente do Instituto Lula e braço direito do petista, Okamoto já declarou publicamente que foi ele que pediu apoio da OAS para armazenar os objetos do ex-presidente. “Eu realmente pedi para a OAS, se isso for um crime então você me diga qual é a pena que sou obrigado a cumprir. Eu sempre disse que pedi apoio à OAS”, declarou Okamoto.

A controversa associação com a OAS para o transporte dos objetos não se refere só ao alegado roubo de objetos da Presidência da República, mas também envolve as operações do Petrolão. Os custos de transporte e armazenagem teriam custado cerca de R$ 3,5 milhões, tudo pago pela OAS. O valor entraria na conta da propina cobrada por Lula da empreiteira. Apesar de todos os indícios, gravações e operações bancárias já identificadas, Lula nega todas as acusações.

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