Gilmar ataca Lewandowski: “Presidente do STF não deveria tomar parte nesse tipo de manobra”

Em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan, o Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes atacou o golpe que fatiou a pena da presidente cassada Dilma Rousseff e manteve seus direitos políticos contrariando a Constituição.

O historiador e comentarista Marco Antonio Villa perguntou se era possível anular a decisão golpista tomada por meio de manobra liderada por Renan Calheiros, e Gilmar foi enfático; “Essa é uma questão que nós vamos ter que discutir”.

O ministro ainda atacou a participação do ministro Ricardo Lewandowski no golpe. Gilmar repudiou a participação de Lewandowski e condenou o que chamou de “manobra”.

“Ministros do Supremo não deveriam participar deste tipo de manobra ou conciliábulo. Cada um faz o que quer da sua biografia, mas presidentes do Supremo não deveriam tomar parte nisso”, afirmou.

O golpe do fatiamento foi liderado por Renan Calheiros, e contou com a participação de setores do PMDB, da Rede de Randolfe Rodrigues e Marina Silva, PT, PCdoB e PDT, além do próprio Lewandowski. A manobra que dá a Dilma a possibilidade de assumir um cargo com foro privilegiado e fugir de Sério Moro desencadeou uma chuva de mandatos de segurança no STF. Se a decisão for anulada, Dilma perderá os direitos políticos e ficará inelegível por oito anos.

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3 comentários sobre “Gilmar ataca Lewandowski: “Presidente do STF não deveria tomar parte nesse tipo de manobra”

  1. Lewandowski não deveria expor tanto o STF nessa manobra que, desmoraliza a instituição máxima de nosso país. Esperamos que, os demais Ministros corrijam essa distorção, na aplicação de nossa carta magna, colocando em discussão e votação, essa matéria, em plenário, para que possamos aquilatar melhor essa decisão praticada por um Ministro na cadeira de Presidente do STF.

  2. Realmente fiquei surpresa com a atitude do ministro Lewandowisk. O fatiamento não existe.
    A punição tem que ser completa e justa.
    STF precisa ajustar essa aplicação da lei.

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