Petistas tratam Dilma como uma tia excêntrica, diz Josias de Souza

A coluna de Josias de Souza diz que o PT não sabe muito bem como tratar Dilma. Ele conta que Rui Falcão “ofereceu a Dilma o emprego de presidente da Fundação Perseu Abramo, braço acadêmico do PT, financiado com as verbas públicas do Fundo Partidário”.

Dilma teria pedido tempo para pensar. Mas, antes disso, “ergueram-se barricadas contra a hipótese de Dilma virar funcionária do PT”. O temperamento antissocial de Dilma era um dos impecilhos.

Josias prossegue: “É como se os petistas tivessem medo de atrair Dilma para um convívio mais próximo com sua família política. Admitem tolerá-la, por polidez protocolar —mais ou menos como toda família faz com uma tia excêntrica. Mas orientam Falcão a não encorajá-la a exibir no partido os dotes gerenciais que escandalizaram o Brasil.”

Isto levaria o PT a um supremo paradoxo: “ao pegar em lanças pela manutenção de Dilma na Presidência da República, o PT buscava inspiração na lenda partidária segundo a qual madame é uma executiva qualificadíssima. Ao refugar a presença dela no comando de sua Fundação, a legenda parece mais preocupada com seu passado de empreendedora.”

Como resultado, o PT estaria tratando Dilma como se fosse uma tia excêntrica: “Dilma levou à breca uma lojinha de presentes que abriu na capital gaúcha. Chamava-se ‘Pão e Circo’. Estava assentada no centro comercial Olaria. Vendia quinquilharias importadas do Panamá. Faliu em 17 meses. O petismo talvez considere que o melhor a fazer é manter a tia Dilma cuidando dos netos, em Porto Alegre. São dois. Sempre que conseguir cuidar de um, Dilma pode dobrar a meta.”

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